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Criador do Rococó é destaque de dois museus londrinos

AP Photo/National Gallery of Art
"Prazeres Venezianos", óleo sobre tela de Jean-Antoine Watteau Imagem: AP Photo/National Gallery of Art

09/03/2011 06h03

Londres, 9 mar (EFE).- A capital britânica exibe a partir do próximo fim de semana em dois museus as obras de Jean-Antoine Watteau (1684-1721), conhecido, sobretudo, como criador do gênero do Rococó.

Influenciado em certo modo pelo gênero paisagístico veneziano e do norte europeu, o Rococó traz cenas de cortejo amoroso e diversão das altas classes parisienses libertadas da asfixiante etiqueta de Versalhes.

Nelas, Watteau incluiu também figuras do teatro, misturando dessa maneira os limites entre realidade e fantasia.

O artista francês pintava seus personagens em entusiasmadas conversas, flertando, passeando, se balançando, ouvindo música ou dançando, sempre mostrando essa despreocupada alegria de viver que se associa à época rococó.

A exposição da Royal Academy of Arts, que reúne mais de 80 obras, mostra sobretudo o lado de extraordinário desenhista de Watteau.

Ao longo de toda sua carreira, o artista francês trabalhou sobretudo com giz vermelho, mas, como é possível observar na exposição londrina, ele se destacou especialmente por seu domínio da técnica das três gizes, graças a uma sutilíssima combinação do vermelho, o branco e o preto.

Watteau fez um cuidadoso estudo das figuras, desenhando personagens da Commedia dell' Arte, esboços de soldados em diferentes posições, bem como retratos de visitantes estrangeiros, como uma delegação diplomática da Pérsia que chegou ao Versalhes de Luis XIV e a cujos membros retrata com seus exóticos turbantes.

Além dos parques, sempre presentes nas pinturas de festas, Watteau pintou poucas paisagens.

Por outro lado, fez delicados retratos de mulheres e crianças e também nus, entre os quais alguns femininos de grande apelo erótico.

A exposição da Royal Academy, que poderá ser visitada até 5 de junho, se complementa com outra da Wallace Collection dedicada ao seu trabalho com seu editor, marchand e colecionador Jean de Julienne (1686-1788), sob o título de "Esprit et Vérité: Watteau e seu círculo".

Apesar de contar com 11 de seus quadros, a mostra não se limita à criação pictórica de Watteau, mas se estende a outras obras colecionadas por Julienne, como Rembrandt, Rubens, Salvatore Rosa, Gonzales Coques, Philips Wouwerman, Caspar Netscher e Sebastien Bourdon, procedentes do acervo da Wallace e de outras diferentes coleções britânicas ou estrangeiras.

O museu tem em seu acervo oito pinturas de Watteau, entre elas a intitulada "Les Champs Elysées", que parece refletir as distintas fases e a ambivalência da atração amorosa, e "Les charmes de la vie", na qual o artista contrapõe a faceirice de um casal com uma menina que brinca em primeiro plano com seu cachorrinho.

Junto com essas obras, a Wallace exibirá um catálogo dos quadros de Julienne, pertencente à Pierpont Morgan Library de Nova York, um álbum belamente encadernado que mostra como estava disposta a coleção na casa do marchand francês e que permitiu ao museu londrino uma reconstrução aproximada em uma de suas salas.

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