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Testemunhas negam que Galliano tenha proferido insultos antissemitas

01/03/2011 08h59

Paris, 1 mar (EFE).- O estilista britânico John Galliano não teria proferido insultos antissemitas contra os clientes de um bar parisiense enquanto estava embriagado, segundo os depoimentos que várias testemunhas deram à Polícia, relatam nesta terça-feira veículos de imprensa franceses.

Uma fonte da Justiça explicou ao jornal "Le Parisien" que duas pessoas "completamente alheias ao entorno dos litigantes e do suspeito" reconheceram que Galliano insultou um dos clientes por sua origem asiática, embora não tenha feito referências antissemitas.

No final da discussão com o casal que abriu queixa contra o costureiro, o homem "tentou atirar uma cadeira em Galliano" e este "proferiu insultos por suas origens asiáticas", indica o jornal a partir do relato das testemunhas.

O depoimento aconteceu enquanto pela internet circula um vídeo publicado pelo jornal "The Sun", no qual se vê o até agora estilista da marca Dior dizer que ama Hitler.

Trata-se de uma gravação obtida por outros clientes no mesmo bar La Perle, do bairro do Marrais, em Paris, desta vez em dezembro de 2010.

"I love Hitler", diz o guru da moda, visivelmente alcoolizado em um vídeo no qual provoca uma cliente do bar: "As pessoas como você estariam mortas".

Nesta segunda-feira, após o comparecimento de Galliano, de 50 anos, e das testemunhas na Polícia, a Promotoria pediu que fossem realizadas mais investigações antes de levar o caso à Justiça.

Enquanto isso, a Dior - que suspendeu Galliano - mantém o desfile concebido pelo britânico e previsto para a sexta-feira, durante a Semana da Moda de Paris, bem como o de sua própria grife, "John Galliano", que acontecerá no próximo domingo.

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