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Gael García Bernal: filme sobre Colombo como impulsão para o Oscar

16/12/2010 00h04

Mateo Sancho Cardiel.

Madri, 15 dez (EFE).- Gael García Bernal já representou o México em "Amores Brutos" e "O Crime do Padre Amaro", mas o ator tentará "conquistar" o Oscar mostrando "o lado B de uma figura tão mítica e intocável como Cristóvão Colombo", em "También la lluvia", do espanhol Icíar Bollaín.

O filme, escrito pelo habitual roteirista de Ken Loach, Paul Laverty, revisa a figura de Colombo não como empreendedor e conquistador, mas como cruel governador e pioneiro da exploração do ouro na América.

"Talvez para os espanhóis seja uma surpresa, mas para a América Latina não é nada novo, é de onde viemos. Este Novo Mundo surgiu de uma violência tremenda e de uma ambição desmedida que desembocou no que é agora", explicou à Agência Efe o intérprete mexicano durante a apresentação do filme em Madri.

Esta crônica da chegada de Colombo à América Latina é contada em "También la lluvia" - que representará a Espanha no prêmio mexicano de cinema Ariel - através da filmagem iniciada por um diretor idealista (interpretado por Gael) e seu cínico companheiro, o produtor vivido pelo ator espanhol Luis Tosar.

Em sua chegada a uma Bolívia em plena Guerra da Água, em Cochabamba, os padrões de comportamento são retomados 500 anos depois de 1492.

"Este filme causará certa mobilização de velhos fantasmas históricos que de alguma maneira permeiam a linguagem e a semântica atuais", assegura o ator.

"É um pouco estranho. Descobriram? Descobrimos? Nos descobriram? Fomos descobertos? É uma espécie de jogo meio perverso isto de se colocar de um lado ou de outro", assegura Gael, também produtor com sua empresa Canana Films.

"Os países latino-americanos somos um capricho colonial que pouco a pouco fomos adquirindo uma certa identidade e passamos a reconhecer não só o indígena que levamos dentro de nós, mas também o africano e o espanhol, o branco, o europeu", prossegue.

Gael, alçado à condição de jovem promessa após "Amores Brutos", garante que explorou esse pluralismo ao rodar na Espanha "Má Educação", de Pedro Almodóvar, e "Sem Notícias de Deus", de Agustín Díaz-Yanes, e na França, e em inglês, "Sonhando Acordado", de Michel Gondry.

"Deve ser sempre assim. Uma mistura de fluidos, uma mescla tremenda no cinema. É um sinal claro de que todos somos interdependentes, de alguma maneira o cinema é cinema e depois tem a nacionalidade", explica, sem confirmar nem desmentir sua participação no próximo filme de Martin Scorsese.

Por ora, aparecerá em "A Little Bit of Heaven", com Kate Hudson e Kathy Bates, se reuniu com seu amigo Diego Luna em "Casa de Mi Padre" e encontrará Al Pacino em "Hands of Stone".

Mas antes, talvez vá a cerimônia de entrega do Oscar novamente e se encontre com um velho amigo: Alejandro González Iñárritu e seu "Biutiful", produção mexicana protagonizada pelo espanhol Javier Bardem.

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