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Google reorganiza cúpula da empresa e põe Larry Page na chefia executiva

21/01/2010 00h04

Alfonso Fernández.

Washington, 20 jan (EFE).- A Google surpreendeu nesta quinta-feira ao anunciar uma reorganização da cúpula da empresa, divulgando que o cofundador do Google, Larry Page, substituirá em abril Eric Schmidt como executivo-chefe, este que após dez anos à frente da companhia se tornará presidente-executivo.

O anúncio do início desta nova etapa na direção da companhia coincidiu com a publicação dos resultados do último trimestre de 2010, que mostrou um crescimento de 29% com relação ao mesmo período do ano anterior.

Schmidt explicou a reordenação na companhia, que será efetiva a partir de abril, como um passo "para a simplificação" da "estrutura de gestão e a aceleração da tomada de decisões".

A chegada de Schmidt à direção da empresa foi na época descrita pelos analistas como uma "supervisão adulta" para os então jovens fundadores da empresa, Larry Page e Sergey Brin.

Em sua conta no Twitter, pouco após a divulgação da notícia, o ainda executivo-chefe indicou que "a supervisão diária adulta já não é necessária".

Page, por sua vez, assinalou no comunicado que Schmidt tinha feito "um trabalho sensacional à frente do Google durante a última década" e acrescentou que os "resultados falam por si próprios".

Schmidt passará assim a se transformar em presidente-executivo da companhia e se encarregará das "relações externas" do gigante tecnológico.

Já Sergey Brin, cofundador da companhia juntamente com Page, se dedicará a projetos estratégicos e ao desenvolvimento de "novos produtos".

A notícia surpreendeu os analistas, que consideravam Schmidt o supervisor e gerente experiente das propostas de Page e Brin.

De acordo com os resultados apresentados nesta quinta-feira, no último trimestre de 2010, a Google registrou um lucro líquido de US$ 2,54 bilhões, ou US$ 7,81 por ação, e receitas de US$ 8,44 bilhões, 26% a mais que no último trimestre de 2009, acima do previsto pelos analistas.

Durante a conferência telefônica na qual esses resultados eram divulgados, a Google assinalou que vê o futuro da internet na convergência entre o "local" e o "comércio", segundo as palavras do diretor financeiro da empresa, Patrick Pichette.

Segundo Pichette, o que mudou no ano passado é que foi mais fácil encontrar onde estão os usuários, o que facilitou aos comerciantes identificarem-nos - uma referência aos telefones inteligentes que, em sua opinião, serão utilizados para realizar os pagamentos no futuro.

O buscador e criador do sistema operacional Android para dispositivos móveis controla 65% das buscas feitas na internet nos Estados Unidos, segundo o instituto ComScore.

Embora mantenha o domínio das buscas e dos anúncios na internet, uma das contas pendentes da Google é aumentar sua participação nas redes sociais, onde a ascensão do Facebook representou o surgimento de um enorme concorrente, de acordo com os analistas.

Além disso, os resultados dos cliques pagos, que incluem os cliques sobre anúncios tanto nas páginas do buscador Google como nas páginas de seus sócios, aumentaram cerca de 18% no período outubro-dezembro passado em relação ao último trimestre de 2009 e 11% em comparação com o terceiro trimestre de 2010, acrescentou a empresa.

"Nossos bons resultados foram motivados por um rápido crescimento na economia digital, contínuas inovações de produto que beneficiam tanto os usuários como os anunciantes e pelo extraordinário momento dos negócios inovadores, como os dispositivos móveis", afirmou Schmidt.

No marco de seu processo de crescimento, a Google expressou intenção de ampliar seu negócio em nível mundial, e deu como exemplo a contratação de mais de 2 mil funcionários no ano passado, atingindo 24,4 mil funcionários, 4,6% a mais que em 2009.

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