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Filmes e séries

Amazon busca filmes de Sony e Paramount para seu serviço de streaming

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Cena do filme "Um Lugar Silencioso", sucesso da Paramount em 2018 Imagem: Divulgação

Lucas Shaw e Anousha Sakoui

29/08/2018 17h08

Em busca de formas de oferecer mais filmes em seu serviço de streaming, a Amazon discutiu opções com pelo menos dois grandes estúdios de Hollywood, o que poderia incluir o financiamento conjunto de filmes em troca de certos direitos no ambiente online, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

A empresa manteve diálogos exploratórios com executivos da divisão de estúdios da Sony e da Paramount Pictures, pertencente à Viacom, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque as discussões estão em estágio inicial. Entre as opções estão recursos de desenvolvimento e dinheiro para a produção de filmes, disse uma das pessoas.

A obtenção de mais filmes dos estúdios ajudaria a Amazon a atrair espectadores para seu serviço de streaming, que tem menos popularidade que a Netflix. A empresa de varejo online investirá mais de US$ 5 bilhões em programação de vídeo neste ano, segundo a Bloomberg Intelligence.

A Sony, em quinto lugar em bilheterias neste ano, lança os filmes do "Homem-Aranha" e fez sucesso com as animações "Pedro Coelho" e "Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas". A Paramount, a última entre os grandes estúdios em participação de mercado, teve dois grandes sucessos em 2018 -- "Um Lugar Silencioso" e "Missão: Impossível - Efeito Fallout".

Não está claro quais direitos a Amazon poderia conseguir. A emissora de TV a cabo premium Starz, pertencente à Lions Gate Entertainment, tem um contrato para exibir filmes da Sony durante anos depois que saem dos cinemas em um acordo que dura até pelo menos 2021, e o canal a cabo Epix, de propriedade da MGM Holdings, tem um acordo semelhante para os filmes da Paramount.

Parceiras no passado

Amazon e Sony já trabalharam juntas anteriormente. Nos casos de "Jumanji: Bem-vindo à Selva" e, mais recentemente, "Hotel Transilvânia 3", a Sony permitiu que os clientes da Amazon Prime assistissem aos filmes nos cinemas antes do lançamento nacional.

A Amazon produziu vários projetos aclamados pela crítica, mas poucos sucessos comerciais. Acordos com outras produtoras representam um modo de aumentar o volume de filmes exclusivos que o serviço pode oferecer. A empresa com sede em Seattle contratou a executiva da NBC Jennifer Salke em fevereiro para liderar a Amazon Studios. Jason Ropell, chefe da iniciativa cinematográfica, deixou a empresa pouco tempo depois.

A Netflix marcou pontos ao garantir os direitos de filmes da Disney como "Vingadores: Guerra Infinita" e "Star Wars". Mas agora a Disney vê a Netflix como uma ameaça, está lançando seus próprios serviços de streaming e afirmou que não renovará o acordo quando o contrato expirar, no fim do ano.

O dinheiro da Amazon ajudaria Sony e Paramount a reduzir os riscos financeiros associados à produção de filmes. Alguns estúdios não aceitam cofinanciadores, mas Sony e Paramount sim, e no ano passado acordos de ambos os estúdios terminaram ou fracassaram. O acordo da Sony com a LStar Capital foi encerrado e o financiamento de investidores chineses à Paramount não se materializou.