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Nedim Yasar, o ex-gângster morto na Dinamarca logo após lançar livro sobre sua vida

Reuters
Imagem: Reuters

21/11/2018 09h17

Um ex-líder de gangue dinamarquês foi morto a tiros logo após o lançamento de sua biografia, que conta como deixou para trás a vida de crimes.

Nedim Yasar, de 31 anos, foi atacado na segunda-feira, quando saía do evento de lançamento da obra em Copenhague, capital dinamarquesa. O atirador fugiu do local a pé, segundo a polícia.

Yasar chegou a ser levado para o hospital, mas morreu em decorrência dos ferimentos. Seu livro de memórias, intitulado Roots: A Gangster's Way Out ("Raízes: A Porta de Saída para um Gângster", em tradução livre), foi colocado à venda na terça-feira.

Ele havia denunciado que foi vítima de uma tentativa de agressão no ano passado.

No incidente de segunda-feira, que foi noticiado pouco depois das 19h30 (horário local), um suspeito vestido com roupas escuras disparou "pelo menos dois tiros" contra Yasar, informou o Departamento de Polícia de Copenhague em um comunicado.

A investigação está em andamento, e a polícia está "em busca de testemunhas" para esclarecer o caso, acrescentou a nota.

Yasar, que nasceu na Turquia e chegou à Dinamarca com quatro anos, liderou o grupo criminoso Los Guerreros, baseado em Copenhague - uma conhecida gangue ligada ao tráfico de drogas, segundo a polícia.

AFP
Imagem: AFP

Ele deixou o grupo em 2012 para participar de um programa de apoio a ex-membros de gangues após descobrir que seria pai, informou a agência de notícias dinamarquesa Ritzau.

Ele se tornou então conselheiro de jovens e ganhou fama com um programa na estação de rádio local Radio24syv.

Após a notícia da morte de Yasar na terça-feira, a Radio24syv publicou no Twitter uma foto da sede da rádio com a bandeira dinamarquesa a meio mastro em homenagem a ele, junto a uma mensagem que dizia: "Adeus Nedim Yasar, e obrigado por tudo".

A biografia de Yasar, escrita por Marie-Louise Toksvig, narra a jornada do ex-gângster para sair do submundo do crime.

O ministro da Justiça da Dinamarca, Søren Pape Poulsen, descreveu a morte de Yasar como "triste e infinitamente sem sentido".

"Encontrei Nedim uma vez. Conheci um homem que queria de coração criar uma vida nova e fazer a diferença para os outros. Meus pensamentos e compaixão vão para seus amigos e familiares", tuitou Poulsen.

A Dinamarca registrou um aumento de tiroteios relacionados a gangues nos últimos anos - um número recorde foi reportado no ano passado, segundo a polícia.

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