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"Parem com essa palhaçada": palhaços condenam aparições assustadoras

Alfredo Estrella/AFP
19.out.2016 - Centenas de profissionais se reuniram na 21ª Convenção International de Palhaços no México: "Não somos assassinos" Imagem: Alfredo Estrella/AFP

20/10/2016 18h36

Centenas de palhaços profissionais da América Latina protestaram contra a recente onda global de "palhaços assustadores", que afirmam ser prejudicial à imagem da categoria.

Em convenção anual na Cidade do México, eles entoaram em conjunto: "Somos palhaços, não assassinos".

Pessoas vestidas com fantasias de palhaço assustadoras foram inicialmente vistas em agosto nos Estados Unidos e, desde então, houve relatos no Reino Unido, na Austrália e no Brasil, que se espalharam rapidamente pelas redes sociais.

Na semana passada, cinco adolescentes vestidos de palhaços foram detidos em Mexicali, no noroeste do México, por estarem assustando pessoas com tacos. Palhaços sinistros também foram vistos em Querétaro, no centro-norte do país.

A histeria recente em torno do assunto levou a polícia em vários países a intensificar patrulhas nos arredores de escolas - em alguns locais lojas de fantasia tiveram que retirar máscaras de palhaço das prateleiras.

Esse fenômeno também fez a rede de lanchonetes McDonald's limitar as aparições em eventos públicos de seu mascote, Ronald McDonald.

Insegurança

Xinhua/Str
19.out.2016 - Centenas de palhaços profissionais protestaram contra a recente onda global de "palhaços assustadores", que afirmam ser prejudicial à imagem da categoria Imagem: Xinhua/Str

Mas quem ganha a vida profissionalmente como palhaço decidiu combater esta onda, esperando reverter a percepção negativa criada em torno da atividade.

"Há mais bem do que mal no mundo. Palhaços nos mostram que somos boas pessoas, e buscamos fazer nosso trabalho da melhor forma possível", disse o palhaço Hoi Hoi à agência de notícias Reuters.

O palhaço argentino Plug Fluorescente disse não ver "nenhuma graça" nos palhaços bizarros. Outros estavam preocupados com a segurança dos palhaços profissionais.

"Se as pessoas veem no jornal que somos maus, elas podem pegar uma machadinha ou uma arma e matar um palhaço", disse Tomas Morales, presidente da Irmandade de Palhaços Latinos.

Palhaços latino-americanos se envolveram em uma polêmica em 2013, quando um deles foi acusado de matar um ex-líder de um cartel mexicano de drogas. Na convenção daquele ano, eles negaram a acusação, argumentando que suas fantasias eram roubadas com frequência e usadas para cometer crimes.

A convenção anual, conhecida localmente como "Reis da Risada", reúne palhaços de todo o continente. Só no México, há cerca de 10 mil profissionais, segundo a Associação Latino-Americana de Palhaços.

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