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Vida de Hugo Chávez é contada em balé

Claudia Jardim

De Caracas para a BBC Brasil

29/11/2014 17h57

Com uniforme militar e boina vermelha, Hugo Chávez volta ao palco. Dessa vez é um bailarino que interpreta a vida e o legado político do líder venezuelano morto em março de 2013.

A peça "De Aranheiro a Libertador" foi idealizada durante as longas filas formadas no velório do ex-presidente venezuelano por um grupo de bailarinos e diretores de teatro.

"Decidimos fazer daquela dor uma ação criativa, como ele nos ensinou durante toda sua vida (...) e surgiu esse balé político", afirmou à BBC Brasil Maria Claudia Rossel, diretora da peça.

Na montagem, Chávez se apaixona por Maria Bandeira, nome que simboliza a pátria venezuelana. A coreografia foi construída a partir das histórias de infância de Chávez e dos fatos mais emblemáticos de sua trajetória política.

"Essa peça tem uma importância política para nós dentro da construção do socialismo que não terminamos, que deveríamos continuar. Hoje chamamos de legado de Chávez, mas há uma semana da morte do presidente, isso era a ausência, como vamos continuar?", afirmou à BBC Brasil a roteirista Veruska Cavallero.

Quando menino, Chávez vendia doces de mamão em Sabaneta, sua cidade natal, para ajudar no orçamento da casa da avó, onde morava. Os doces era chamados de aranha. Chávez era o aranheiro.

A peça traz uma cronologia da trajetória política de Chávez que passa por seu sonho de ser jogador de beisebol, sua entrada na Acadêmia Militar, o golpe fracassado liderado por ele em 1992 e finalmente sua ascensão à Presidência, no comando da chamada Revolução Bolivariana.

"Essa não é uma homenagem à personalidade de Chávez. É uma homenagem ao pacto Chávez-povo, uma homenagem ao protagonismo coletivo, a todo aquele que está construindo a pátria e o outro mundo possível", afirmou Rossel.

O balé que evidencia o legado político de Chávez é lançado em meio a tensões no interior do chavismo. A disputa se dá entre setores que defendem um governo popular e à esquerda, tal como idealizara Chávez e grupos que defendem o pragmatismo no exercício do poder.

De Aranheiro a Libertador terá uma única apresentação neste sábado no Teatro Teresa Carreño, em Caracas.

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