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Sucesso de "Cinquenta Tons de Cinza" causa falta de cordas em lojas de ferragens dos EUA

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Capa do livro "Cinquenta Tons de Cinza", de E. L. James Imagem: Divulgação

Leanne Italie

Em Nova York (EUA)

18/08/2012 11h00

O sucesso do romance erótico “Cinquenta Tons de Cinza” está tendo reflexos além do mercado literário. Sex shops e até lojas de departamento estão enfrentando um súbito aumento dos itens usados para esquentar a trama da obra de E.L. James.

A Garber Hardware, uma das maiores e mais velhas lojas de ferragens de Manhattan, notou um aumento de 10% nas vendas de cordas em março – logo após o estouro dos livros– a julho, em comparação ao mesmo período há um ano.

“Por observação, certamente seria razoável atribuir isso ao fenômeno ‘Cinquenta Tons’”, disse Nathaniel Garber, trisneto do fundador da loja. “Eu estou olhando para meu setor de cordas no momento e ele está parcialmente vazio, e está assim nos últimos meses.”

10 mil vibradores distribuídos por dia

Algumas empresas estão aproveitando ativamente o sucesso de “Cinquenta Tons”, como a Trojan, popular empresa de camisinhas. Ela distribuiu vibradores gratuitos nas ruas de Manhattan, usando “carrinhos de prazer”, como os que vendem cachorro-quente. Tamanha foi a multidão que a prefeitura os fechou temporariamente, até que a empresa consiga as licenças apropriadas. A Trojan distribuiu 10 mil vibradores em dois dias.

Apesar da Trojan vender vibradores desde 2009, as vendas no primeiro trimestre deste ano –quando os livros “Cinquenta” estouraram– subiram cerca de 14% em comparação ao mesmo trimestre no ano passado, segundo a Nielsen.

“Graças em parte à ascensão na cultura popular de sucessos como ‘Cinquenta Tons de Cinza’ e ‘Sex and the City’, muitos consumidores estão procurando por produtos para dar uma apimentada e aumentar o prazer em seus relacionamentos”, disse Bruce Weiss, vice-presidente de marketing da Trojan.

Era isto o que Simon Reed, 28 anos, sabia enquanto esperava pacientemente por um vibrador juntamente com cerca de 400 outras pessoas no centro: “Minha namorada me enviou”, garantiu.

Stuart Weitzman e a Marc New York fizeram campanhas baseadas em “Cinza” nas edições de setembro das revistas de moda, o primeiro divulgando botas pretas de saltos altos, dignas de Anastasia Steele, chamadas “Fifty Fifty”, batizadas não apenas em referência aos livros de bondage de sucesso, mas também em partes iguais de couro e elasticidade.

“Stuart sempre soube que as pessoas apenas pensam em sapatos. Elas sonham acordadas com sapatos. Elas anseiam 24 horas, 7 dias por semana, por sapatos”, disse Susan Duffy, vice-presidente sênior de marketing de Weitzman. “É quase como ‘Cinquenta Tons de Cinza’. As pessoas querem 50 pares de sapatos. É um caso de amor.”

A EMI Music está sentindo o amor. Ela está lançando “Fifty Shades of Grey: The Classical Album” no mês que vem em parceria com a própria E.L. James, antecipando a primeira visita da escritora britânica à Costa Oeste, onde vivem seu gazilionário galã Christian Grey e seu novo interesse amoroso.

A autora apresenta na segunda-feira (20) seus primeiros acordos de licenciamento para uma série de produtos na América do Norte.

Em breve: meias e ligas oficiais “Cinquenta”, assim como calças estampadas. Cuecas,pijamas e roupões. Camisetas,tops de malha e moletons.

Tradutor: George El Khouri Andolfato

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