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Investigação chilena reforça possibilidade de Neruda ter sido assassinado

Fundação Casa de Jorge Amado/Divulgação
O poeta chileno Pablo Neruda em foto de 1953 Imagem: Fundação Casa de Jorge Amado/Divulgação

Em Santigado (Chile)

05/11/2015 14h42

Documentos do Ministério do Interior do Chile revelados nesta quinta-feira (5), confirmam, pela primeira vez, que o Nobel de Literatura, Pablo Neruda, pode ter sido morto.

O documento, obtido pelo jornal espanhol "El País", aponta que é "claramente possível e altamente provável" que o poeta chileno tenha morrido "por intervenção de terceiros".

Segundo o texto, no dia de sua morte, em 23 de setembro de 1973, o escritor, que sofria de câncer, teria tomado ou recebido de forma intravenosa alguma substância que teria resultado em sua morte.

Ele faleceu poucos dias após o general Augusto Pinochet subir ao poder por meio de um golpe militar que derrubou o governo de Salvador Allende. Neruda planejava viajar para o México, onde, como diz o texto, queria pedir exílio para denunciar o ditador.   

Investigação

Essas são as principais conclusões do documento enviado pelo Programa de Direitos Humanos do Ministério do Interior ao juiz Mario Carroza Espinosa, encarregado de investigar o caso.   

O magistrado, no entanto, espera resultados de exames antes de chegar a conclusões definitivas.   

O texto é datado de março deste ano e é a principal revelação incluída na biografia intitulada "Neruda - O Príncipe dos Poetas", do espanhol Mario Amorós, que será lançado na próxima semana.   

Histórico

Neruda sofria de câncer de próstata e, de acordo com o boletim médico da época, essa teria sido a causa da morte.   

O Partido Comunista (PC) do Chile, porém, pediu para a Justiça exumar o corpo do poeta para esclarecer se não foram injetados calmantes ou venenos em suas veias, acelerando seu falecimento.   

As especulações sobre a morte de Neruda surgiram após declarações de seu motorista pessoal, Manuel Araya, o qual garante que o poeta foi assassinado.

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