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Bienal do Grafite em SP traz polêmica com artista que grafitou casa do BBB13

Divulgação
Grafite do artista paulistano Crânio na área externa da casa do BBB13 Imagem: Divulgação

18/01/2013 09h12

Com tinta, pincéis, sprays e madeira nas mãos, 50 artistas têm nos últimos dias mudado a cara do Museu Brasileiro da Escultura, o MuBE, nos Jardins, zona sul de São Paulo. Na próxima terça-feira (22), será aberta ali a 2ª edição da Bienal Internacional Grafitti Fine Art. Além dos painéis e instalações montados nas salas de exposição, as paredes externas do prédio - que também integram a mostra - estão ganhando novas cores e formas.

A exposição reúne nomes internacionais e nacionais de grafiteiros. Todos participam do evento pela primeira vez. Entre eles, há estrelas, como o nova-iorquino Daze, de 50 anos, um veterano da segunda geração do grafite americano. Mas quem ganhou destaque mesmo antes de o evento abrir foi Crânio, grafiteiro do Tucuruvi, zona norte da capital, chamado pela TV Globo para pintar o cenário do reality show "Big Brother Brasil 13".

Tem gente que diz que minha obra perdeu o sentido... Grafite é o que eu faço na rua. Mas tenho outros trabalhos. Grafite é um movimento.

Crânio, sobre as críticas que recebe

É dele o muro colorido que rodeia a piscina da casa do programa. A marca registrada desse paulistano de 30 anos é a figura de um índio, que já foi pintado em vários muros das ruas de São Paulo. "Coloco meu personagem só em locais em que ele possa interagir com a cena", explica Crânio, que desenhou seu índio, por exemplo, deslizando sobre o corrimão da pista de skate do lado da Câmara Municipal.

Ex-vendedor de filtros de água e ex-office boy, Crânio não é uma grife como osgemeos, mas há mais de cinco anos passou a viver só da arte. Desde que seu trabalho apareceu no Big Brother 13, porém, virou alvo de críticas entre os colegas. "Foram vários comentários no Facebook", admite. "Tem gente que diz que minha obra perdeu o sentido."

"Há um certo preconceito com o trabalho que ele fez no Big Brother", diz Renata Araújo, diretora do museu. "Sua intervenção vem sendo chamada de decoração, não de grafite." Crânio explica: "Grafite é o que eu faço na rua. Mas tenho outros trabalhos. Grafite é um movimento." Em toda essa discussão, existe um certo "ciuminho artístico". Tem grafiteiro da Bienal que se apresenta dizendo apenas "que não é o cara do Big Brother".


(As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)

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