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5G é lançada no Brasil, mas limitada a bairros nobres de São Paulo e Rio

14/07/2020 23h15

Brasília, 15 Jul 2020 (AFP) - A operadora Claro lança esta semana no Brasil a conexão 5G para telefones celulares em bairros nobres de São Paulo e Rio de Janeiro usando a rede existente, enquanto aguarda a licitação, prevista para 2021, para a instalação da quinta geração da internet móvel.

A operadora decidiu lançar esse serviço "com o adiamento do leilão", disse à AFP Paulo César Teixeira, presidente-executivo da unidade de Consumo da Claro.

Estará disponível até setembro em 12 bairros de São Paulo e nove do Rio de Janeiro.

O leilão da quinta geração de tecnologia móvel (5G) seria realizado este ano no Brasil, um de seus principais mercados, mas foi adiado devido à pandemia de coronavírus.

A implantação desse sistema tornou-se um capítulo central na guerra comercial entre a China e os Estados Unidos, primeiro e segundo parceiro econômico do país sul-americano, respectivamente.

A iniciativa da Claro - do grupo América Móvil, controlado pelo milionário mexicano Carlos Slim - usará a tecnologia 5G DSS (Dynamic Spectrum Sharing) para oferecer "uma experiência 5G" aproveitando o atual espectro 4G.

Esse serviço, com tecnologia do grupo sueco Ericsson, permite uma conexão até doze vezes mais rápida que a da rede 4G atual, explica Teixeira, lembrando que, com o 5G instalado, a velocidade será muito maior.

Em São Paulo, a cobertura estará disponível a princípio nas áreas da Avenida Paulista e nos Jardins. Nas próximas semanas, se estenderá a Campo Belo, Vila Madalena, Pinheiros, Itaim, Moema, Brooklin, Vila Olímpia, Cerqueira César, Paraíso, Ibirapuera, na região da avenida Berrini e Santo Amaro.

No Rio de Janeiro, a cobertura estará disponível inicialmente em Ipanema, Leblon e Lagoa. Depois, se estenderá por toda a orla, do Leme à Barra da Tijuca, passando por Jardim Oceânico, Joá, São Conrado e Copacabana.

A operadora escolheu essas áreas porque são as que apresentam o "maior tráfego de dados".

Um serviço semelhante, também com tecnologia DSS, será oferecido a partir de setembro pela TIM, outra grande operadora no Brasil (subsidiária da Telecom Italia), em três cidades do Rio Grande do Sul (sul), Minas Gerais (sudeste) e Mato Grosso do Sul (centro-oeste).

Quando o leilão for realizado, o governo brasileiro terá que optar pela Huawei da China ou suas concorrentes, entre elas as europeias Ericsson e Nokia, apoiadas por Washington, que acusa a Huawei de praticar espionagem para o regime comunista de Pequim.

O dilema está presente em vários países da região e do mundo. O Reino Unido anunciou na terça-feira a exclusão da Huawei de sua rede 5G, alegando riscos à segurança do país. O grupo chinês lamentou uma decisão que chamou de "politizada" e "decepcionante".

O 5G vai permitir conectar objetos domésticos, operações industriais, serviços urbanos e intervenções médicas.

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