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Príncipe Andrew deu 'zero cooperação' no caso Epstein, diz procurador

Príncipe Andrew - SWEN PFÖRTNER / DPA / AFP
Príncipe Andrew Imagem: SWEN PFÖRTNER / DPA / AFP

Em Nova York (Estados Unidos)

27/01/2020 17h19

O príncipe Andrew ofereceu "zero cooperação" na investigação sobre os crimes do falecido investidor Jeffrey Epstein, embora o FBI e o Ministério Público de Nova York tenham pedido para interrogá-lo, afirmou hoje o procurador do distrito sul, Geoffrey Berman, em coletiva de imprensa.

Epstein, milionário de 66 anos que era amigo de várias celebridades, entre elas Donald Trump, se matou na prisão em Nova York em agosto após ser acusado pelo MP de abusar sexualmente de dezenas de menores de idade. Ele jurava ser inocente, mas enfrentaria 45 anos de prisão se fosse considerado culpado de conspiração para traficar menores de idade.

Andrew, de 59 anos, era amigo de Epstein. Uma americana que afirma ter sido vítima do milionário, Virginia Giuffre, garante também ter sido forçada a ter relações sexuais com o príncipe quando tinha 17 anos. O príncipe nega o acontecimento e defendeu sua amizade com Epstein em uma entrevista com a BBC, após a qual se viu obrigado a renunciar às suas funções oficiais.

Em novembro, ele garantiu estar "disposto a ajudar qualquer agência encarregada das investigações, se quiserem isso".

A morte de Epstein despertou diversas teorias da conspiração. Algumas sugerem que ele teria sido assassinado para evitar que revelasse informações de seus amigos poderosos.

"Embora Epstein tenha se matado antes de seu julgamento, nossa investigação sobre os coconspiradores continua", disse Berman em frente à mansão do milionário, no Upper East Side, em Manhattan.

A coletiva de imprensa da qual Berman participou foi convocada para lembrar os sobreviventes de abuso sexual infantil que, graças a uma nova lei aprovada há um ano, eles têm até agosto deste ano para entrar com ações civis contra seus agressores.

A organização de tráfico sexual juvenil Safe Horizon, que organizou a entrevista, disse que 1.300 ações civis já foram movidas graças à Lei da Criança Vítima, que permite que os sobreviventes reivindiquem indenização, independentemente de quando ocorreram os fatos.

Contactado pela AFP, o Palácio de Buckingham não reagiu imediatamente às declarações de Berman.

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