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Antiga gravadora de Taylor Swift nega ter feito ameaças à cantora

Taylor Swift acusou empresários de impedi-la de cantar suas próprias músicas - Efren Landaos/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
Taylor Swift acusou empresários de impedi-la de cantar suas próprias músicas Imagem: Efren Landaos/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

15/11/2019 19h24

Acusada pela cantora Taylor Swift de impedi-la de interpretar suas próprias músicas, a antiga gravadora da artista negou nesta sexta-feira (15) essas acusações e contra-atacou, acusando-a de manipular a opinião pública e seus fãs.

Esta é uma nova fase do litígio entre a princesa do pop e o magnata da indústria da música, Scooter Braun.

Em junho passado, a empresa de Braun, Ithaca Ventures, comprou a gravadora Big Machine, que tem os direitos sobre as gravações dos primeiros seis álbuns de Swift.

Ao fim do contrato em novembro de 2018, a artista foi para a Universal, com a qual lançou seu sétimo álbum, "Lover", e divulgou publicamente que a Big Machine não havia permitido que ela recuperasse os direitos de suas gravações.

Na quinta-feira, através de uma mensagem publicada na internet, Swift disse que Scooter Braun e Scott Borchetta, fundador da Big Machine, haviam advertido sua equipe de que ela não estava autorizada a cantar suas músicas antigas na televisão.

Segundo a cantora, ambos disseram que ela teria que "voltar a gravar" sua música antes de ter de novo o direito a interpretá-la "no próximo ano".

Em agosto, Swift, que iniciou sua carreira como artista de música country, anunciou que queria regravar suas músicas para recuperar o controle delas, um projeto que confirmou na quinta-feira.

De acordo com a cantora, essas ameaças poderiam impedi-la de apresentar um pot-pourri de seus maiores sucessos no American Music Awards (AMA), no qual receberá o prêmio de artista da década, em 24 de novembro.

Ela também está proibida de usar músicas e vídeos antigos em um documentário sobre sua vida produzido pela Netflix, informou.

Nesta sexta-feira, a Big Machine classificou as declarações de Swift como "informações falsas".

"Nunca dissemos que Taylor não podia cantar na AMA ou proibimos o documentário da Netflix", segundo um comunicado divulgado no site da gravadora. "Além disso, não temos o direito de impedir que você cante ao vivo ou em qualquer outro lugar".

A gravadora disse que a artista lhe deve, contratualmente, "milhões de dólares".

Segundo a empresa, os dois lados mantiveram conversações nos últimos meses. "Estávamos otimistas sobre uma possível resolução até ontem", disse.

Os executivos lamentaram o fato da cantora "apelar para seus fãs de maneira calculada, o que tem consequências importantes para a segurança de nossos funcionários e de suas famílias".

No entanto, fizeram um novo apelo ao diálogo, embora a artista até agora tenha rejeitado uma conversa direta, argumentam.

Após suas acusações públicas, Taylor Swift recebeu uma onda de apoio nas redes sociais. "Scott e Scooter, vocês sabem o que precisam fazer", afirmou a supermodelo Gigi Hadid no Twitter. "Taylor e seus fãs merecem prestar homenagem à sua música!".

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