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Cineastas e assíduos da Croisette no júri de Cannes

2019-05-25T08:26:00

25/05/2019 08h26

Paris, 25 Mai 2019 (AFP) - Entre os oito homens e mulheres que formam o júri dessa edição do Festival de Cannes, presidido pelo diretor mexicano Alejandro González Iñárritu, estão muitos cineastas, alguns deles frequentadores do evento.

- Presidente: Alejandro González Iñárritu (México)O diretor des quatro Oscars substitiu a australiana Cate Blanchett, com quem trabalhou em "Babel", prêmio de melhor direção em Cannes en 2006. Com seis filmes no currículo, Iñárritu, de 55 anos, já ganhou quatro estatuetas em Hollywood, entre elas duas de melhor diretor por "Birdman" em 2015 e "O Regresso" em 2016, protagonizado por Leonardo DiCaprio.

De "Amores perros" a "21 gramas", seu primeiro filme norte-americano, passando por "Babel" e "Biutiful" com Javier Bardem, Iñárritu traça universos sombrios onde os destinos de seus protagonistas se cruzam.

Em 2017, criou uma instalação de realidade virtual sobre os imigrantes na fronteira entre os Estados Unidos e o México, apresentada em Cannes, com a que ganhou um prêmio especial da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos.

- Elle Fanning (Estados Unidos)Con 21 anos, a atriz é a mais jovem do júri, mas tem a maior filmografia. Irmã mais nova de Dakota Fanning, também atriz, começou a carreia com dois anos e menos de uma década depois já apareceu junto com Brad Pitt em "Babel" e "O Curioso Caso de Benjamin Button", de David Fincher.

Conquistou Sofia Coppola, com quem trabalhou em "Um Lugar Qualquer" em 2010, e em "O Estranho que Nós Amamos", prêmio de melhor direção em Cannes em 2017. O dinamarquês Nicolas Winding Refn dirigiu a atriz em "The Neon Demon" (Cannes 2016), onde interpretou uma aprendiz de modelo que provoca muito ciúme.

- Kelly Reichardt (Estados Unidos)Figura do cinema "indie", Kelly Reichardt, de 55 anos, dirige há quase três décadas filmes que giram em torno de temas arraigados em sua região predileta, Oregon, no oeste dos Estados Unidos.

A cineasta, também montadora e roteirista de seus filmes, iniciou sua carreira nos anos 90, trabalhando com diretores como Todd Haynes.

Entre seus filmes mais famosos estão "Movimentos Noturnos" (2013), sobre ativistas ambientais, e "Certas Mulheres" (2016), com sua atriz-fetiche, Michelle Williams. "Wendy e Lucy" foi apresentado em Cannes na mostra Un Certain Regard em 2008.

- Yorgos Lanthimos (Grécia)Prêmio do júri em Cannes em 2015 por "O Lagosta", prêmio de melhor roteiro em 2017 por "O Sacrifício do Cervo Sagrado", Yorgos Lanthimos, de 45 anos, é frequentador do evento francês. Seu segundo filme, "Dento Canino", premiado na mostra Un Certain Regard em 2009, o lançou à fama.

Adepto dos dramas tortuosos e sempre atento às relações de poder, o diretor grego se instalou em Londres em 2011 e hoje em dia filma em inglês com estrelas internacionais como Rachel Weisz e Nicole Kidman.

No último Oscar conseguiu 10 indicações com seu último filme, "A Favorita", que deu a Olivia Colman o prêmio de melhor atriz.

- Robin Campillo (França)Há dois anos, o júri de Cannes, presidido por Pedro Almodóvar, outorgou a Campillo o Grande Prêmio por "120 pulsações por minuto", sobre os anos da epidemia de Aids na França. Por uma casualidade da vida, nesse ano o diretor vai julgar o último filme do cineasta espanhol, "Dolor y gloria".

Montador do diretor francês Laurent Cantet ("A Trama" e "Entre os Muros da Escola", Palma de Ouro 2008), Campillo, de 56 anos, foi para o set de filmagem em "Les Revenants" em 2004, e quase uma década depois em "Garotos do Leste".

- Alice Rohrwacher (Itália)Com três filmes de ficção no currículo e três participações em Cannes, a trajetória dessa diretora de 37 anos parece indissociável da Croisette.

Estreou em 2005 no mundo dos documentários, mas em 2011 se encantou com a ficção em "Corpo Celeste", apresentado na Quinzena dos Realizadores, sobre a crise religiosa sentida por uma adolescente. Voltou a Cannes em 2014, dessa vez na competição, com "As maravilhas", que narra a história de uma família de apicultores cuja vida se vê transformada por um concurso de televisão. O filme ganhou o Grande Prêmio.

No ano passado, competiu com "Happy as Lazzaro" e ganhou o prêmio de melhor roteiro junto com o direitor Jafar Panahi ("Três Faces").

- Pawel Pawlikowski (Polônia)Prêmio de melhor direção em 2018 por "Guerra Fria", uma história de amor na Polônia comunista inspirada na vida de seus pais, Pawel Pawlikowski, de 61 anos, trabalou durante muito tempo no Reino Unido antes de alcançar a fama internacional com filmes ambientados em seu país natal, onde reside atualmente.

Com "Ida", que conta como uma menina descobre que é judia quanto está se preparando para entrar em um convento na Polônia comunista, ganhou o Oscarde melhor filme estrangeiro em 2015.

- Maimouna N'Diaye (Burkina Faso)Atriz e diretora, Maimouna N'Diaye cresceu na Guiné e se mudou para França para estudar. Teve destaque primeiro no teatro, com a companhia "Ymako Teatri" na Costa do Marfim, e depois chegou ao cinema, filmando em vários países africanos.

Graças a seu papel em "L'oeil du cyclone" (O Olho do Ciclone) do burquinense Sékou Traoré (2014), inspirado em uma peça de teatro, foi premiada como melhor intérprete feminina no Fespaco, um dos mais famosos festivais de cinema africano.

- Enki Bilal (França)Famoso ilustrador de HQs, Enki Bilal, de 67 anos, é o autor de cerca de 30 obras, muitas das quais giram em torno de um universo apocalíptico. Grande Prêmio do Festival Internacional de Comics de Angulema 1987, também dirigiu três longas-metragens: "Bunker Palace Hotel" (1989), "Tykho Moon" (1996) e "Immortel, ad vitam" (2004).

Nasceu em 1951 na Iugoslávia de Tito,mas rapidamente sua família se instalou na França. Entre suas obras se destaca a tetralogia "Monstro", sobre a desintegração da Iugoslávia e o obscurantismo religioso.

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