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Publicidade digital vai superar a tradicional nos EUA

20/02/2019 16h21

Washington, 20 Fev 2019 (AFP) - Pela primeira vez, o investimento em publicidade digital vai superar o realizado nos meios tradicionais nos Estados Unidos, um feito importante para o setor que será alcançado em 2019, segundo uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira.

De acordo com o levantamento da empresa de consultoria digital eMarketer, o mercado publicitário do setor no país vai receber cerca de 130 bilhões de dólares neste ano, o que corresponde a um crescimento de 19% em relação a 2018 e a 54% do total investido em publicidade nos EUA.

A pesquisa aponta que os dispositivos móveis representarão a maior parte do gasto em publicidade digital, recebendo dois terços do total, cerca de 87 bilhões de dólares.

"A mudança constante da atenção dos consumidores para as plataformas digitais chegou a um ponto de inflexão para os anunciantes, forçando assim a uma presença maior no digital para aumentar o crescimento no alcance e nos lucros, que estão desaparecendo na publicidade nos meios tradicionais", declarou a diretora de análise de dados da eMarketer, Monica Peart.

De acordo com o levantamento, o investimento em publicidade na televisão americana vai cair 2,2% este ano, movimentando 70,8 bilhões de dólares. Essa retração também foi influenciada pela ausência de eleições e grandes eventos, como Jogos Olímpicos ou Copa do Mundo, no calendário de 2019.

Ainda segundo a pesquisa, é provável que a eleição presidencial americana no próximo ano eleve gasto no setor televisivo, mas a tendência de queda continuará em seguida.

Já os jornais e revistas serão os mais afetados com essa mudança, pois terão uma retração de 17,8% nos anúncios neste ano, segundo a eMarketer.

A pesquisa também indica que o "duopólio" do Google e Facebook vai registrar sua primeira perda na participação no mercado publicitário, passando de 60% para 59,3%.

O Google terá o pior resultado, pois é previsto uma queda de um ponto percentual na participação de mercado, passando a 37,2%, enquanto o Facebook irá fechar com uma alta marginal de 22,1%, aponta o relatório.

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