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Presidente do Equador diz que 'caminho está pavimentado' para que Assange deixe embaixada em Londres

06/12/2018 16h33

Quito, 6 dez 2018 (AFP) - O presidente do Equador, Lenín Moreno, declarou nesta quinta-feira que "está pavimentado o caminho" para que o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, deixe a embaixada em Londres, onde está asilado desde 2012.

"O caminho está pavimentado para que o senhor Assange tome a decisão de sair para uma quase liberdade", declarou Moreno a repórteres, ao afirmar que o Reino Unido garantiu que o australiano não será extraditado para um país onde sua vida correr perigo.

"Digo quase liberdade, porque não podemos nos esquecer que ele não se apresentou aos tribunais britânicos e tem que pagar uma pena não muito longa por isso, que será decidida pela Justiça britânica", afirmou o presidente.

O australiano, de 47 anos, teme ser extraditado para os Estados Unidos por vazar milhares de segredos oficiais do país através de seu site.

O Equador sustenta que o fundador do WikiLeaks não enfrenta qualquer pedido de extradição. No entanto, em novembro, o WikiLeaks indicou que seu editor foi aparentemente acusado pela Justiça dos Estados Unidos de publicar documentos roubados do Partido Democrata durante a eleição presidencial americana de 2016.

"Eles nos enviaram um comunicado oficial do governo britânico afirmando que a Constituição da Grã-Bretanha impede que uma pessoa seja extraditada para um lugar onde sua vida esteja em perigo", disse Moreno.

Assange se asilou em 2012 na embaixada do Equador para evitar ser enviado à Suécia, onde foi acusado de supostos crimes sexuais.

Desde então, o australiano não deixou a embaixada equatoriana porque o Reino Unido se recusa a conceder-lhe um salvo conduto.

Além disso, ainda segue vigente um mandado de prisão contra Assange por violar suas obrigações de liberdade condicional.

O Equador tentou, sem sucesso, encontrar uma saída para o caso. Em duas ocasiões, pediu ao Reino Unido para conceder um salvo conduto ao australiano. E em dezembro de 2017, concedeu a ele a naturalização e status diplomático, que não foi reconhecido por Londres.

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