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Justiça italiana embarga grande coleção de arte de família nobre romana

22/11/2018 21h02

Roma, 22 Nov 2018 (AFP) - A justiça italiana embargou uma das maiores coleções privadas de estátuas gregas e romanas no mundo, que os herdeiros de uma nobre família romana ameaçam levar para o exterior.

A guerra fratricida dos quatro herdeiros italianos do príncipe Alessandro Torlonia, morto no final de 2017, acabou nesta quarta-feira diante de um tribunal civil que decidiu embargar de maneira provisória vários palácios e as obras de arte da rica família, avaliadas em 1,8 milhão de euros, segundo uma decisão publicada nesta quinta-feira pela imprensa italiana.

Uma medida que permite por agora conservar na Itália a coleção de arte que deve ser dividida entre Carlo, Paola, Francesca e Giulio Torlonia.

O príncipe Carlo apresentou aos juízes italianos uma série de indícios considerados preocupantes na execução do testamento confiado a um sobrinho.

Não foi possível contactar o advogado do príncipe nesta quinta-feira para confirmar a decisão.

Segundo o denunciante, o conjunto excepcional de 623 estátuas de mármore gregas e romanas foi objeto de uma discreta negociação de venda, que não teve sucesso, entre seu sobrinho, o museu Paul Getty de Los Angeles e o governo italiano.

As esculturas em mármore foram encontradas em parte durante as escavações em terrenos das propriedades da família.

Carlo Torlonia denuncia ter sido mantido afastado de seu pai antes de sua morte, motivo pelo qual não teria sido informado sobre a criação da "Fondation Torlonia", que administra as obras de arte.

Ele teme também que o patrimônio sirva em parte para recapitalizar um banco do qual são herdeiros e que atravessa dificuldades.

Entre os bens embargados estão o Palazzo Torlonia, localizado na principal avenida que conduz ao Vaticano, e a Villa Albani em Roma, uma joia do século XVIII que abriga obras de arte e possui um anexo dentro do qual se conserva uma coleção de afrescos etruscos.

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