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Antiguidades recuperadas na Síria são expostas em Damasco

03/10/2018 20h06

Damasco, 3 Out 2018 (AFP) - A autoridade de antiguidades e museus da Síria apresentou, nesta quarta-feira (3), uma exposição em Damasco de centenas de peças recuperadas neste país arrasado pela guerra.

Na exposição, em um centro cultural da capital, podem ser vistas 500 peças arqueológicas entre as quais estão objetos de ouro, estátuas de bronze e ânforas.

Os visitantes também podem admirar dois raros bustos salvos da antiga cidade de Palmira (centro) e restaurados na Itália, após terem sido danificados pela ação do grupo extremista Estado Islâmico (EI), que controlou a região durante um tempo.

Dezenas de sítios arqueológicos de todo o país foram danificados, destruídos ou saqueados desde o início do conflito armado no país, que começou em 2011 com a repressão pelo regime das manifestações contra o governo e já deixou mais de 360.000 mortos.

Os objetos expostos foram "encontrados pelo Exército sírio e seus aliados, assim como pelas diferentes forças de segurança" depois de recuperarem as cidades e os sítios arqueológicos das mãos dos rebeldes ou dos extremistas, indicou o responsável de Antiguidades, Mahmud Hamud.

São peças de "todas as épocas, desde o século X antes de nossa era até o período islâmico", explicou.

No total, mais de 9.000 objetos foram recuperados de várias regiões sírias, como Deraa (sul) e Palmira. Alguns também vêm da província de Deir Ezzor, perto da fronteira com o Iraque, onde ainda existem redutos extremistas.

"Mas dezenas de milhares de peças arqueológicas deixaram o país através do contrabando e não foram recuperadas", lamentou Hamud.

Insurgentes e forças do governo se acusam mutuamente de saquear os tesouros do país, tanto em sítios arqueológicos como em museus.

A Síria, berço de múltiplas civilizações, desde os cananeus até os otomanos, está repleta de peças arqueológicas únicas das eras romana, mameluca e bizantina, com mesquitas, igrejas e castelos das Cruzadas.

O país possui sete sítios, entre eles Palmira, inscritos na lista de patrimônio mundial da Unesco.

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