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Após a decepção "Solo", Disney quer desacelerar o ritmo dos lançamentos "Star Wars"

21/09/2018 14h02

Nova York, 21 Set 2018 (AFP) - Marcada pela recente decepção de "Solo", a Disney quer desacelerar o ritmo de lançamentos de filmes baseados em "Star Wars".

Depois de comprar por US$ 4 bilhões em 2012 a Lucasfilm, produtora de George Lucas, criador de "Star Wars", a Disney passou a fabricar "Star Wars" em um ritmo quase industrial.

De seis filmes em 38 anos, o ritmo passou para quatro em dois anos e meio, entre "O despertar da força", em dezembro de 2015, a "Han Solo: Uma História Star Wars", em maio de 2018.

A gigante do entretenimento pretendia obviamente aplica à franquia a mesma receita adotada para a Marvel, e seus 20 filmes em 10 anos.

"Tomei uma decisão sobre o cronograma (de estreias) e agora, quando olho para trás, vejo que cometi um erro, e assumo a culpa. Fui um pouco rápido demais", reconheceu Bob Iger, CEO da The Walt Disney Company, em uma entrevista ao site especializado The Hollywood Reporter na quinta-feira.

Mesmo que tenha arrecadado quase US$ 400 milhões em todo o mundo, de acordo com o site Box Office Mojo, "Solo", cujo orçamento é estimado, de acordo com vários meios de comunicação, entre US$ 250 e US$ 275 milhões, foi uma decepção.

As receitas do filme estão notavelmente abaixo das registradas pelos oito oficiais da saga, mas também de "Rogue One: Uma História Star Wars" (US$ 1,05 bilhão), que, como "Han Solo", está ligado ao universo "Star Wars", mas não se encaixa diretamente na série.

- "Mais prudentes" -O diretor J. J. Abrams, que já havia dirigido "O despertar da força" (7º episódio), está atualmente trabalhando no episódio 9 da saga, cujo lançamento está previsto para 2019.

A Disney havia anunciado em novembro de 2017 que uma nova trilogia seguiria a terceira.

Em fevereiro, o grupo também revelou que novos filmes do universo "Star Wars" seriam realizados pelos criadores da série de sucesso "Game of Thrones".

Os filmes de David Benioff e D.B. Weiss se distanciarão da trama principal da família Skywalker e da nova trilogia que será desenvolvida por Rian Johnson, o roteirista e diretor de "Star Wars: os últimos Jedi".

"Estamos em um ponto em que vamos começar a tomar decisões sobre o que virá" depois do episódio IX, afirmou Iger. "Mas acho que seremos mais cuidadosos com o volume e o espaço de tempo".

Para Matthew Ball, ex-chefe de estratégia da Amazon Studios, o fracasso relativo de "Han Solo" não reflete um "cansaço" do público em relação "Star Wars", mas sim "calendários de produção desnecessariamente apertados", tuitou na quinta-feira.

Essa nova urgência poderia explicar, segundo ele, as mudanças feitas em "Rogue One" e "Han Solo", este último tendo até mudado de diretor ao longo do caminho, afetando a consistência do todo e a qualidade do resultado.

Muitos também apontam que "Han Solo" sofreu com a estreia muito próxima de "Pantera Negra" (meados de fevereiro) e, sobretudo, de "Os Vingadores: Guerra Infinita" (final de abril), dois gigantes que arrecadaram US$ 2,38 bilhões em todo o mundo.

Ao contrário de outros filmes de "Star Wars", "Han Solo" também sofreu, em certa medida, de críticas ruins e uma campanha promocional muito curta.

Se a Disney "calibrar o nível de qualidade e marketing", o episódio 9 "será bem sucedido nas bilheterias, provavelmente superando as expectativas", estimou Doug Creutz, analista da Cowen.

"Atenção, a franquia voltará e, como todos esperamos, será anos-luz dos últimos lançamentos", diz Jeff Bock, analista da Exhibitor Relations.

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