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Morre o coreógrafo americano Paul Taylor, gigante da dança moderna

30/08/2018 18h56

Nova York, 30 Ago 2018 (AFP) - Paul Taylor, um dos pais da dança moderna, morreu na quarta-feira, em Nova York, aos 88 anos, depois de 60 anos de carreira durante os quais desafiou as convenções e influenciou profundamente a criação coreográfica.

Lisa Labarado, uma porta-voz da empresa que ele fundou em Manhattan, a Paul Taylor Dance Company, confirmou à AFP o falecimento do coreógrafo em decorrência de uma "insuficiência renal".

Com ele desparece o último gigante da dança moderna, após a morte de Martha Graham, Merce Cunningham e Pina Bausch.

"Paul Taylor era um dos maiores coreógrafos do mundo e seu falecimento entristece não apenas quem trabalhou com ele, como também pessoas do mundo inteiro que foram tocadas por sua arte incomparável", declarou o diretor artístico da companhia, Michael Novak, em comunicado.

Taylor teve um papel fundamental na fusão da dança clássica com a contemporânea, incorporando elementos da experimental na que era praticada na década de 1950.

Sua companhia criou um total de 147 espetáculos, muitos dos quais se converteram em ícones do mundo da dança.

O coreógrafo trabalhou até sua morte. E em 2014 criou a Paul Taylor American Modern Dance para ajudar a formar e promover uma nova geração de bailarinos.

Convidado naquele ano para se apresentar durante três semanas no famoso Lincoln Center, aproveitou a oportunidade para mostrar tanto as produções de sua companhia, como as obras de coreógrafos contemporâneos.

Após o anúncio de sua morte, as homenagens do mundo da dança começaram a aparecer.

Ele era "um dos verdadeiros mestres da dança moderna", escreveu o coreógrafo britânico Matthew Bourne, famoso por seu "Lago dos Cisnes" feito apenas por homens. Sua "influência continua sendo uma inspiração para bailarinos de todo o mundo".

"Ele ampliou o campo da dança moderna e o fez especialmente popular, menos pretensioso, dando uma pincelada de humor malicioso", assinalou à AFP Marina Harss, crítica de dança de Nova York.

Embora tenha ficado conhecido por suas experimentações, Taylor explorou muitos estilos e rejeitou qualquer rótulo.

"Os críticos querem constantemente me classificar em um gênero muito determinado. Não pertenço a nenhum, sempre tento praticar novas experiências", declarou um dia ao jornal Le Figaro.

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