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Estilista Kate Spade sofria de depressão há anos, contam familiares

06/06/2018 21h24

Nova York, 7 Jun 2018 (AFP) - Kate Spade, a célebre estilista americana que se suicidou na terça-feira (5), em Nova York, aos 55 anos, sofria de depressão e ansiedade há anos, contaram seu marido, familiares e amigos.

Andy Spade, marido da estilista havia 24 anos e cofundador da marca Kate Spade em 1993, confirmou que ela passava por momentos de grave depressão havia cerca de seis anos, mas disse que não havia nenhum sinal de que ela quisesse se suicidar.

Em um comunicado enviado ao jornal New York Times, ele disse que há 10 meses viviam separados mas em apartamentos próximos, e que compartilhavam a criação de sua filha Frances Beatrix, de 13 anos. No entanto, contou que não falavam de se divorciar e que às vezes passavam férias juntos.

Também afirmou que trabalhavam juntos e sem problemas em sua marca de acessórios Frances Valentine, lançada em 2016. Sua filha era a prioridade absoluta, afirmou.

- "Choque total" -"Kate teve depressão e ansiedade durante muitos anos. Estava procurando ajuda ativamente há cinco anos, vendo um médico regularmente e tomando medicamentos para a depressão e a ansiedade", disse seu marido.

"Não houve abuso de substâncias nem de álcool. Não houve problemas na empresa. Amamos criar nosso negócio juntos. Estávamos criando juntos nossa linda filha", disse Andy Spade, lamentando os vazamentos da polícia da carta deixada pela estilista, que afirma ainda não ter visto.

"Estivemos em contato na noite anterior e não houve advertências de que faria isto. Foi um choque total. Não era ela mesma. Existiam demônios pessoais que estava combatendo", acrescentou.

"Kate era a mulher mais linda do mundo. Era a pessoa mais amável que já conheci e foi minha melhor amiga durante 35 anos. Minha filha e eu estamos devastados por sua perda, e não consigo sequer começar a imaginar a vida sem ela", escreveu Andy Spade.

Uma irmã da estilista, Reta Saffo, dois anos mais velha que ela, havia indicado mais cedo ao jornal Kansas City Star que Kate Spade se automedicava com álcool, e que no passado não quis se internar em uma clínica para combater sua depressão por medo de que isso afetasse a imagem de sua marca, associada à alegria e ao entusiasmo.

Suas declarações foram desmentidas por Andy Spade e pelo irmão de ambas, Eric Brosnahan, que explicou que Saffo cortou relações com o resto da família há mais de 10 anos.

Brosnahan afirmou que as declarações de Saffo ao Kansas City Star eram "amplamente incorretas".

"Katy estava muito contente a maior parte do tempo, a pessoa mais divertida do mundo, e às vezes ficava realmente triste", contou ao New York Times uma das melhores amigas da estilista, Elyce Arons. Elas se conheceram na Universidade do Kansas e Arons foi depois sua sócia na Kate Spade e na Frances Valentine.

A depressão chegou devagar, contou Arons. Falavam dela, "e acabávamos rindo", disse.

Kate Spade "sentia que podia lidar sozinha com ela", disse. Às vezes comentavam o suicídio de alguma celebridade, e "ela me dizia: 'Eu nunca faria isso. Eu nunca faria isso. Eu nunca faria isso'; e eu acreditava nela".

- Dom invejável -As reações à morte da fundadora da icônica marca nova-iorquina continuam chegando.

"Kate Spade tinha um dom invejável para compreender exatamente o que as mulheres do mundo queriam vestir. Lançou sua marca em um momento em que todos pensavam que a definição de uma bolsa era estritamente europeia, um símbolo de status e riqueza imposto há décadas", disse a chefe de redação da Vogue, Anna Wintour, em um comunicado.

Especialista em acessórios desde sua época como editora na revista "Mademoiselle", Spade era, sobretudo, conhecida por suas bolsas elegantes e urbanas.

"Depois chegou esta jovem americana que mudou tudo. Houve um momento em que você não andava uma quadra em Nova York sem ver uma das bolsas dela, que eram como ela, coloridas e despretensiosas", acrescentou Wintour.

"Kate desenhou com um grande encanto e humor e construiu um império mundial que refletiu exatamente quem ela era e como vivia. Muito antes de falarmos em 'autenticidade', ela definiu o termo", completou.

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