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Chefe dos Grammy anuncia que deixará o cargo após ser acusado de machismo

Michael Kovac/Getty Images for NARAS
Beyoncé posa ao lado do presidente da Academia de Gravação, Neil Portnow, durante a cerimônia do Grammy de 2017 Imagem: Michael Kovac/Getty Images for NARAS

Da AFP, em Nova York (EUA)

31/05/2018 17h26

O chefe da Academia de Gravação, o organismo que administra os prêmios Grammy, disse nesta quinta-feira que deixará o cargo quando seu contrato acabar, depois de ter feito comentários sobre as mulheres que provocaram uma onda de indignação. Neil Portnow, que ostenta um recorde de 16 anos como presidente da Academia de Gravação, anunciou que não tentará uma extensão de seu mandato quando seu contrato terminar em julho de 2019.

Portnow era um personagem que não provocava controvérsias até a última edição dos prêmios Grammy em janeiro passado.

Consultado por um jornalista depois da cerimônia sobre por que não havia mais mulheres premiadas com a maior recompensa da indústria, Portnow disse que as mulheres músicas tinham que "redobrar esforços", e falou da necessidade de mais orientação.

Grandes estrelas como Katy Perry e P!nk manifestaram sua indignação por esses comentários e um grupo de mulheres executivas do negócio da música pediram a renúncia de Portnow como parte do movimento Time's Up contra a desigualdade de gênero.

Em um comunicado divulgado nesta quinta-feira, Portnow não fala do incidente, mas disse que queria uma transição ordenada para escolher seu sucessor. "A evolução das indústrias, instituições e organizações é ao final chave para sua relevância, longevidade e êxito", disse.

A maioria dos premiados na 60ª edição dos Grammy foram homens, embora algumas mulheres - Adele e Taylor Swift - haviam ganhado o maior prêmio, o álbum do ano, os dois anos anteriores.

No entanto, Portnow é reconhecido por promover a diversidade racial e de gênero, em parte por sua decisão de mudar a votação dos prêmios para permitir sufrágios on-line, que assegura uma melhor representação.

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