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Em Cannes, Godard faz coletiva pelo celular e fala do seu futuro no cinema

REUTERS/Regis Duvignau
O cineasta Jean-Luc Godard faz coletiva pelo celular no Festival de Cannes Imagem: REUTERS/Regis Duvignau

Cannes (FRA)

12/05/2018 13h39

Ausente para apresentar seu filme "Le livre d'image", o cineasta Jean-Luc Godard deu uma incomum entrevista coletiva pelo celular, durante a qual falou sobre Catalunha e cinema.

"Acredito que o cinema, tal qual eu o concebo, é como uma pequena Catalunha que tem problemas para existir", disse essa lenda do cinema francês, de 87 anos, por meio da pequena tela segurada por um produtor de seu filme.

Godard respondia, assim, a uma pergunta sobre a frase "Homenagem à Catalunha" que aparece em seu filme, uma sucessão de imagens que evocam, sobretudo, o mundo árabe e a guerra.

Segundo ele, trata-se de uma alusão à obra de George Orwell e, ao mesmo tempo, aos fatos que se desenrolavam na Catalunha, enquanto ele montava o filme.

Reprodução
Pôster do filme "Le livre d'image" (2018), de Jean Luc-Godard Imagem: Reprodução

Na tradicional sala de imprensa, onde as equipes dos filmes em competição no Festival falam com os jornalistas, os repórteres foram passando um a um na frente do celular e de um microfone para fazer suas perguntas. Pelo aplicativo FaceTime, o cineasta respondeu a todas elas em uma sessão de cerca de 45 minutos.

Respondeu afirmativamente ao ser questionado sobre se pensa em continuar fazendo cinema: "Sim, se conseguir, mas não depende de mim, e sim, das minhas pernas, muito das minhas mãos e um pouco dos meus olhos".

Algumas de suas frases foram difíceis de entender: "Quando se faz uma imagem, seja do passado, do presente, ou do futuro, para achar uma terceira, que começa a ser uma verdadeira imagem, ou um verdadeiro som, é preciso suprimir duas. Isto é: x + 3 = 1, essa é a chave do cinema".

Como se previa, Godard não foi a Cannes na sexta-feira (11) para apresentar seu último trabalho, que disputa a Palma de Ouro.

O franco-suíço também não compareceu em suas duas últimas seleções, em 2010 e 2014. No total, esteve sete vezes na competição oficial.

Seu último filme, um compêndio de imagens de arquivo e de ficção, é dificilmente classificável.

Sua seleção este ano no Festival é especialmente simbólica, 50 anos depois de ter-se colocado à frente de uma ação de protesto até conseguir interromper a competição, como mostra de solidariedade com o movimento estudantil e operário em Maio de 1968.


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