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Defesa pede a júri a absolvição de Bill Cosby

24/04/2018 17h43

Norristown, Estados Unidos, 24 Abr 2018 (AFP) -









Os advogados de Bill Cosby exortaram nesta terça-feira (24) o júri que o absolva da suposta agressão sexual e o salve da "ruína", criticando as acusações em seus argumentos finais.

O ator de 80 anos pode passar o resto da vida atrás das grades se for considerado culpado de ter agredido sexualmente Andrea Constand, uma canadense que trabalhava na Universidade de Temple em janeiro de 2004.

A esposa de Cosby há mais de 50 anos, Camille, apareceu pela primeira vez no julgamento, e abraçou o marido antes de se sentar.

"O senhor Cosby deve ser absolvido de todas as acusações. Deve sair daqui livre", declarou o advogado de defesa Tom Mesereau. "É um homem distinto. Certamente cometeu erros, mas não é um criminoso".

Ao longo do julgamento, a defesa acusou Constand, de 45 anos, de ser uma "vigarista" que perseguiu um pai solitário e aflito e de acusá-lo falsamente para conseguir um acordo civil de 3,38 milhões de dólares em 2006.

Os promotores do condado de Montgomery levaram outras cinco mulheres, que testemunharam que Cosby era um estuprador em série e um predador sexual que se aproveitou de mulheres muito mais jovens que o admiravam, drogando-as e abusando delas.

Constand sustenta que Cosby a drogou e abusou dela em sua casa.

"Estão lidando com uma mentirosa patológica, membros do júri", afirmou Mesereau, dizendo que era "muito, muito grave" que um homem de 80 anos "enfrente a ruína absoluta".

"Não são inconsistências, são mentiras", reiterou Mesereau, qualificando o acordo civil de 2006 como "um dos maiores roubos de todos os tempos".

Em um caso sem provas físicas, que essencialmente se reduz ao que um e outro dizem, o advogado se aprofundou detalhadamente nas inconsistências no depoimento de Constand à polícia e em suas declarações ao júri.











"Se eles não podem provar além de uma dúvida razoável, nosso mais alto padrão legal, o caso está encerrado", lançou Mesereau, ao término de seu argumento final de duas horas, iniciado pela ex-procuradora federal Kathleen Bliss, também parte da equipe de defesa.

Bliss disse que Constand "não é uma boa menina", que esteve às voltas com "um homem casado e suficientemente mais velho para ser seu avô", e se referiu às cinco acusadoras como oportunistas sedentas de fama.

Em um surpreendente ataque pessoal contra a mais famosa delas, Bliss chamou Janice Dickinson de uma "modelo envelhecida" que "parece que dormiu com cada um dos homens do planeta".

A defesa também tentou desconsiderar qualquer influência do movimento #MeToo no júri.

"Assim como a agressão sexual, a degradação das mulheres é real", acrescentou. Mas elas "não são flocos de neve". "Não somos flores delicadas", disse Bliss.

A Promotoria formulará seus argumentos finais nesta terça-feira mais tarde, antes que o caso passe para a consideração do júri.

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