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Cynthia Nixon, de 'Sex and the City', lança campanha para governo de NY

20/03/2018 19h55

Nova York, 20 Mar 2018 (AFP) - A atriz americana Cynthia Nixon, da série televisiva "Sex and the City", iniciou sua campanha para o governo de Nova York nesta terça-feira - e provocou um frenesi midiático - pegando o metrô para encontrar eleitores no bairro mais pobre do Brooklyn.

A celebridade de 51 anos que se tornou uma novata política na corrida para se tornar a primeira mulher e primeira pessoa abertamente gay a ocupar o cargo de governadora de Nova York, escolheu uma igreja multicultural para expor sua política esquerdista democrata.

"Precisamos mostrar a todo o país e ao mundo que, na era da agenda de dividir e conquistar de Donald Trump, os nova-iorquinos se unirão e nós lideraremos nossa nação para a frente".

"Vamos lutar por você, amiga!" - disse a assistente de enfermagem Winsome Pendergrass, 59 anos, a Nixon, abraçando-a.

O evento em Brownsville, no Brooklyn, aconteceu um dia depois de a atriz declarar que irá enfrentar nas primárias democratas de 13 de setembro o atual governador e favorito, Andrew Cuomo, de 60 anos, descendente de uma dinastia política, que aspira a um terceiro mandato.

Em um breve discurso, ela prometeu fazer as coisas de forma diferente dos "grandes democratas corporativos", consertar o metrô "quebrado" de Nova York, reforçar o salário mínimo de US$ 15 por hora, estimular as energias renováveis e acabar com a desigualdade racial e econômica.

Ela então saiu do palco para cumprimentar os eleitores, com um sorriso pronto para as câmeras, antes de ser levada pelo corredor para uma reunião a portas fechadas.

"Acho maravilhoso. É um sopro de ar fresco", disse Pendergrass à AFP. "Ela vai nos ouvir mais do que os homens e eu acho que ela é acessível."

Norman Frazier, de 66 anos, também aposentado, disse que votaria em Nixon nas primárias de setembro. Cuomo "não faz nada por Brownsville", afirmou à AFP.

Em Brownsville, de maioria negra, a expectativa média de vida em 2015 era de 74,1 anos - 11 anos abaixo da maior da cidade, de 85,4 anos, no distrito financeiro de Manhattan.

A presidência de Trump mobilizou os democratas e levou a um número sem precedentes de mulheres candidatas às eleições estaduais e federais de novembro - consideradas um referendo sobre a Casa Branca de Trump.

Com a esposa Christine Marinoni na plateia do Bethesda Healing Center, Nixon disse que estava "honrada" em se juntar às suas fileiras.

"Milhares de mulheres em todos os Estados Unidos estão concorrendo ao cargo pela primeira vez e estamos percebendo que, se quisermos que as coisas mudem, temos que fazer isso por nós mesmas", disse.

Nixon colocou grande parte da culpa pela "desigualdade esmagadora" de Nova York nos oito anos de Cuomo no cargo.

Ela acusou o democrata de dar incentivos fiscais para corporações e para super-ricos e de dirigir "orçamentos desumanos" que desfavoreceram crianças, idosos, a classe trabalhadora e minorias.

Cuomo acumulou uma campanha de US$ 30 milhões, tem uma vantagem de 66% a 19% sobre Nixon, segundo uma recente pesquisa dos democratas, e também é apontado como um potencial candidato presidencial em 2020.

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