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O estranho caso do quadro de Monet encontrado deteriorado dentro do Louvre

AFP PHOTO/Japan
Quadro de Claude Monet, um esboço datado em 1916 para a célebre série Nenúfares, foi encontrado dentro do museu do Louvre em 2016, sem que a descoberta se tornasse pública na época Imagem: AFP PHOTO/Japan's National Museum of Western Art

De Tóquio

27/02/2018 18h13

Uma tela de Claude Monet, que pertencia a um colecionador japonês mas que desapareceu durante décadas, foi encontrada no museu do Louvre em Paris e enviada novamente ao Japão, anunciou nesta terça-feira (27) o Museu Nacional de Arte Ocidental de Tóquio.

O quadro, um esboço datado em 1916 para a célebre série Nenúfares do pintor impressionista francês, foi encontrado no museu do Louvre em 2016, sem que a descoberta se tornasse pública na época, explicou um porta-voz da instituição cultural francesa à AFP.

"Recentemente foi restituído ao Museu Nacional de Arte Ocidental", acrescentou, sem dar mais detalhes sobre as circunstâncias em que a obra foi encontrada no museu parisiense.

AFP PHOTO/Japan's National Museum of Western Art
Imagem: AFP PHOTO/Japan's National Museum of Western Art


Com 4,2 x 2 metros, a obra representa nenúfares flutuando em água e está muito deteriorada, sobretudo na parte superior, completamente destruída.

"Uma restauração com extrema precaução é necessária", indicou o museu em um comunicado.

"Mas o que ainda resta do quadro tem um tamanho importante. Com o tratamento apropriado, guarda o potencial de mostrar o maravilhoso trabalho de Monet", acrescentou.

A tela pertencia ao empresário japonês Kojiro Matsukata, que formou uma coleção de arte ocidental entre 1916 e 1927. Segundo o museu, ele teria comprado o quadro diretamente de Monet em seu ateliê em 1921.

Durante a Segunda Guerra Mundial, sua coleção foi transladada a Paris para garantir sua segurança, mas posteriormente foi requerida pelo Estado francês como bens do inimigo.

Em 1959, o essencial das 400 obras da coleção Matsukata foi devolvido ao Japão. Este quadro ficou "esquecido", por seu mau estado ou outro motivo.

O museu de Tóquio prevê mostrá-lo ao público em junho de 2019.

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