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Todas as joias roubadas do Hotel Ritz de Paris são recuperadas

12/01/2018 08h41

Paris, 12 Jan 2018 (AFP) - Todas as joias roubadas na quarta-feira durante um assalto ao emblemático Hotel Ritz de Paris foram recuperadas, anunciou na noite de quinta-feira uma fonte ligada à investigação, um dia depois da prisão de três dos cinco ladrões.

A polícia continua buscando os outros dois cúmplices, que conseguiram fugir depois do roubo.

Segundo uma primeira estimativa, os ladrões levaram joias e relógios de luxo avaliados em mais de 4 milhões de euros.

No início da noite de quarta, cinco homens encapuzados invadiram o luxuoso hotel situado na Praça Vendôme, no coração da capital francesa.

Três entraram pela porta dos fundos e, armados com machados, quebraram as vitrines da galeria comercial do hotel que abriga várias lojas de luxo, enquanto que os cúmplices esperavam do lado de fora.

Os ladrões tentaram fugir pelos fundos do hotel, mas as portas estavam bloqueadas. Sem alternativa, eles passaram as mochilas com o fruto do roubo para seus colegas do lado de fora através de uma janela.

Os dois conseguiram fugir, um em um carro e o outro em uma moto. O que estava na moto deixou cair uma bolsa cheia de joias, depois de atropelar um transeunte.

O carro foi achado ao norte da capital, mas por ora não se conhece o paradeiro dos dois ladrões.

Os outros três foram detidos por policiais que patrulham o bairro. São três homens de cerca de 30 anos, segundo a polícia, e com antecedentes por roubo a mão armada e delitos violentos.

- Onda de roubos -O minstro do Interior francês Gérard Collomb e o chefe da polícia Michel Delpuech parabenizaram pelo Twitter os policiais que conseguiram prender os ladrões.

Mas este roubo audacioso, cometido em um dos bairros mais turísticos da capital francesa, representa um novo golpe para a imagem de Paris, depois de uma onda de crimes que ganharam as páginas dos jornais do mundo todo, como o assalto sofrido, em 2016, pela estrela dos reality show Kim Kardashian.

A segurança fo reforçada em 2014 neste luxuoso bairro parisense depois de vários roubos em algumas das joalherias situadas na praça, onde também se encontra o ministério da Justiça.

A Procuradoria de Paris abriu uma investigação por roubo com arma e formação de quadrilha, da qual ficará encarregada a Brigada de Repressão à Delinquência (BRB) da polícia parisiense.

Propriedade desde 1979 do magnata egípcio Mohammed Al-Fayed, o Ritz reabriu suas portas em junho de 2016 depois de quatro anos de obras.

O palacete inaugurado em 1898 conta com 142 quartos e suítes de luxo e já hospedou inúmeras personalidade, como a princesa Diana, sendo o último lugar em que esteve antes de sofrer o trágico acidente que tirou sua vida.