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Quem é o jornalista autor do livro que provocou a ira de Donald Trump

Henry Holt and Company via AFP
Capa do livro "Fire and Fury - inside the Trump White House", de Michael Wolff Imagem: Henry Holt and Company via AFP

Da AFP

Em Washington (EUA)

04/01/2018 19h08

O jornalista americano Michael Wolff já está acostumado a polêmicas, mas seu livro "Fogo e Fúria: Dentro da Casa Branca de Trump" superou todas as expectativas e provocou uma tempestade política de alcance imprevisível em Washington.

Wolff, 64 anos, passou 18 meses rondando o entorno político de Donald Trump, da campanha eleitoral à chegada à Casa Branca, e ouviu mais de "200 pessoas", incluindo o próprio presidente e vários de seus assessores.

O jornalista conseguiu entrevistar Trump em junho de 2016 e após sua vitória teve acesso à Casa Branca, onde se tornou "uma mosca na parede", como ele próprio definiu.

O resultado foi um livro explosivo que mostra uma Casa Branca permanentemente submersa no mais completo caos; e que provocou a fúria de Trump, que não medirá esforços para impedir sua publicação.

Instalado há muitos anos em Nova York, Wolff já ganhou diversos prêmios nacionais por seu trabalho como jornalista. Seu livro mais conhecido, "The man who owns the news" (O homem que detém as notícias"), de 2008, é dedicado ao magnata dos meios de comunicação Rupert Murdoch.

AP Photo/Carolyn Kaster,
Michael Wolff, o autor de "Fire and Fury - inside the Trump White House" Imagem: AP Photo/Carolyn Kaster,

Em 2004, Wolff foi descrito como "em parte um editorialista, em parte um psicoterapeuta, em parte um antropólogo social que convida os leitores a ser a mosca na parede no círculo íntimo dos magnatas".

Seu estilo narrativo, baseado em conversas e fontes indiretas, também gera reações.

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, reagiu afirmando que o livro de Wolff está "repleto de falsidades" e afirmou que sua entrevista com Trump foi apenas uma "breve conversa" por telefone que durou entre 5 e 7 minutos, antes da posse.

Nesta quinta-feira, um advogado de Trump enviou uma carta a Wolff e à editora do livro exigindo a suspensão de sua publicação, sob à ameaça de um processo por difamação e invasão de privacidade.

A ameaça do advogado é baseada na introdução do livro, na qual Wolff admite: "muitas informações do que ocorreu na Casa Branca são contraditórias; as vezes, no bom estilo de Trump, são simplesmente falsas".

De acordo com Wolff, estas contradições ou a falta de compromisso com a verdade constituem o fio condutor do livro, e foi publicada "a versão dos eventos" que o jornalista "considerou verdadeira".

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