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Espanha se prepara para combater 'fake news' em eleição catalã

20/12/2017 15h57

Madri, 20 dez 2017 (AFP) - O governo espanhol está buscando evitar fraudes na eleição catalã de quinta-feira, ao anunciar uma série de medidas para limitar a propagação de notícias falsas ("fake news") antes dos resultados oficiais.

O governo do primeiro-ministro, Mariano Rajoy, anunciou as medidas depois que a Espanha alertou a União Europeia sobre uma campanha cibernética de "desinformação e manipulação" conduzida a partir da Rússia e da Venezuela.

- Contagem manual -Os locais de votação abrem às 09h00 (06h00 em Brasília) e fecham às 20h00 (17h00 em Brasília).

Com a contagem eletrônica proibida, as seções eleitorais informarão uma empresa privada encarregada pelo governo central de sua contagem manual individual por telefone.

A empresa anunciará os resultados à medida que eles chegarem, e estima-se que por volta das 22h00 (19h00 em Brasília), cerca de 80% dos votos já terão sido contados.

A apuração oficial do governo começará em 24 de dezembro, e os resultados finais serão anunciados dentro de três dias.

"Não haverá nenhuma contagem digital envolvida. Isso significa que será impossível que um ataque cibernético cause problemas quando chegar a hora de contar os votos. Tudo será manual e em papel", disse um funcionário do governo.

Ao contrário de outras eleições ao redor do mundo, não haverá pesquisas de boca-de-urna.

- Combatendo as 'fake news' -Preocupado com a disseminação de informações erradas antes do resultado da votação, o governo criou "um sistema para rastrear possíveis notícias falsas", disse uma fonte próxima ao executivo.

As organizações de mídia podem até mesmo ser responsabilizadas legalmente se publicarem informações falsas, disse a fonte, acrescentando que qualquer site ofensivo poderia ser bloqueado.

- Auditoria separatista -Há 5,5 milhões de eleitores convocados às urnas, e espera-se uma participação recorde nesta votação catalã.

Madri convocou a eleição depois de destituir o governo e o parlamento regionais, após uma declaração de independência da Catalunha, em 27 de outubro, que provocou ondas de choque por toda a União Europeia.

Um ativista separatista da influente Assembleia Nacional Catalã (ANC) disse à AFP, sob condição de anonimato, que muitos separatistas tinham temido inicialmente que o governo espanhol pudesse manipular a votação.

Embora a ANC não acredite que haverá fraude, cerca de 4.000 voluntários pró-independência serão mobilizados na noite de quinta-feira para uma recontagem paralela.

Esses voluntários levarão os resultados contados por cada seção eleitoral para um centro em Barcelona.

"No cenário improvável de que haja uma discrepância significativa em algum lugar ou em algumas das contagens, isso nos permitirá ter uma ideia clara de onde pedir uma recontagem", disse o ativista da ANC.

Um membro do partido separatista ERC, cujo líder Oriol Junqueras está fazendo campanha atrás das grades, disse que haveria "um acompanhamento exaustivo de todas as seções eleitorais".

Mas o governo de Rajoy disse que apenas a comissão eleitoral em Madri tem a autoridade para realizar uma auditoria oficial.
 

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