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Trump inaugura Museu de Direitos Civis em meio a protestos

09/12/2017 22h16

Jackson, Estados Unidos, 10 dez 2017 (AFP) - O presidente Donald Trump pediu, neste sábado (9), o fim do ódio racial, em discurso na inauguração de um museu dedicado às vítimas da violência dos supremacistas brancos no sul dos Estados Unidos.

O evento foi boicotado por vários dirigentes negros.

A presença do presidente republicano na cerimônia de abertura do Museu dos Direitos Civis do Mississippi, na cidade de Jackson, a convite do governador republicano do estado, deflagrou uma violenta reação de defensores dos direitos civis, incluindo o veterano congressista democrata John Lewis.

Na sexta-feira, Lewis disse que as políticas do presidente "são um insulto às pessoas representadas nesse museu em favor dos direitos civis".

O congressista democrata Bennie Thompson, do Mississippi, uniu-se a Lewis no boicote.

Em seu discurso aos convidados, antes da abertura do museu ao público, Trump disse que a nova instituição lembrará "a opressão, a crueldade e a injustiça infligida à comunidade afro-americana e a luta para terminar com a escravidão".

"Queremos que nosso país seja um lugar onde todas as crianças de cada grupo possam crescer sem medo, sem ódios e cercados de amor, oportunidades e esperança", declarou.

Sob o olhar da viúva e do irmão do ativista assassinado Medgar Evers, Trump honrou seu legado, assim como o do histórico líder negro Martin Luther King Jr., "um homem que estudamos, observamos e admiramos durante toda minha vida".

O presidente considerou o museu como "um incrível tributo ao Mississippi, um estado que eu amo, um estado no qual tive um grande sucesso".

"Este é um tributo à nossa nação, no mais alto nível", completou.

Depois desse evento, voltou a usar o Twitter para expressar sua "grande honra" na cerimônia e para "prestar um tributo solene aos nossos heróis do passado e nos dedicarmos a construir um futuro de liberdade, igualdade, justiça e paz".

Pequenos protestos aconteceram em Jackson contra a presença do presidente. Trump também foi boicotado pelo prefeito da cidade e pelo presidente da Associação Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor (NAACP, na sigla em inglês).

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