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Quadro de Da Vinci vendido por R$ 1,5 bilhão irá para Louvre de Abu Dhabi

Tolga Akmen/AFP
O quadro de Leonardo da Vinci, "Salvator Mundi", foi leiloado por US$ 450,3 milhões Imagem: Tolga Akmen/AFP

De Abu Dhabi (Emirados Árabes)

06/12/2017 21h26

O quadro "Salvador do Mundo", tela retratando Jesus Cristo, pintada por Leonardo Da Vinci e arrematado recentemente em um leilão em Nova York pelo valor recorde de US$ 450 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão), será exibido no Louvre de Abu Dhabi, informou o museu no Twitter nesta quarta (6).

A instituição, primeiro museu que representa o Louvre fora da França, tem cerca de 600 obras e é considerada "o primeiro museu universal no mundo árabe".

"O 'Salvator Mundi' de Da Vinci vem para #LouvreAbuDhabi", indicou o museu sem detalhar o nome do proprietário.

"Felicidades", comemorou no Twitter a casa de leilões Christie's, que organizou no mês passado o leilão do quadro.

"Salvador do Mundo", vendido quase 20 minutos depois do início dos lances, tem agora o recorde de quadro mais caro do mundo, que desde 2015 era de "Mulheres de Argel", de Pablo Picasso.

Desde o leilão na Christie's, a identidade do comprador permanece um mistério.

O semanário francês Le Journal assinalou que se tratam de duas empresas de investimento que o compraram como parte de um acordo financeiro com vários grandes museus.

Após a compra, a obra deveria ser revendida ou alugada para museus da Ásia ou do Oriente Médio, segundo o periódico.

A Christie's negou fornecer qualquer dado que permita conhecer a identidade do proprietário.

Esta pintura era a única de Leonardo Da Vinci (1452-1519) que continuava nas mãos de um colecionador particular, já que todas as outras estão expostas em museus.

A história desta obra de 65 cm por 45 cm, pintada há cerca de 500 anos, é digna de uma novela.

Alguns especialistas assinalam que pode ter sido encomendada pela corte da França e que pertenceu a monarcas ingleses.

Em 1958 foi vendida por 45 libras na Sotheby's, mas não foi autenticada como um "Leonardo" até 2005.

A Christie's afirma que é um dos 20 quadros que Da Vinci pintou.

Até o leilão, o quadro pertenceu ao bilionário russo Dimitri Rybolovlev, oligarca exilado que preside o time de futebol francês Monaco

O comprou por 127,5 milhões de dólares do comerciante suíço de arte Yves Bouvier, que o adquiriu por 80 milhões de dólares.

Mas os dois estão envolvidos em uma batalha judicial: o empresário russo acusa o comerciante de ter ficado com margens exorbitantes de lucro sobre as obras que vendia.

O Louvre de Abu Dhabi já tem em suas paredes outro Da Vinci, "La Belle Ferronière", emprestado pelo Louvre de Paris.

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