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Matt Lauer, apresentador da NBC News, é acusado de abuso sexual e demitido

29/11/2017 23h24

Nova York, 30 Nov 2017 (AFP) - A rede de televisão NBC News despediu repentinamente na quarta-feira (29) seu famoso apresentador Matt Lauer, muito popular nos Estados Unidos, acusado por uma colega de "conduta sexual inapropriada".

Horas depois do anúncio, a revista de entretenimento Variety publicou o testemunho de várias mulheres que, sob anonimato, também afirmam ter sido abusadas por ele.

O jornal The New York Times informou posteriormente que duas mulheres contactaram a NBC para queixar-se do comportamento de Lauer. Uma delas disse ter tido uma relação não consentida na sala do jornalista.

A notícia aparece mais de uma semana depois da demissão do famoso apresentador das redes CBS e PBS, Charlie Rose, após a publicação dos testemunhos de oito mulheres o acusando de abuso sexual.

Para surpresa geral, foi a jornalista Savannah Guthrie, co-apresentadora do programa matutino "The Today Show" junto com Lauer, que anunciou sua saída do canal ao ler no ar um comunicado do presidente do conselho de administração da NBS News, Andy Lack.

A nota explicava que, depois de "uma queixa de uma colega sobre a conduta sexual inapropriada de Matt Lauer em seu local de trabalho", seu contrato foi rescindido.

"Também tínhamos razões para acreditar que podia não se tratar de um incidente isolado", acrescentou Andy Lack.

Muito famoso nos Estados Unidos, Lauer apresentava o programa "The Today Show" desde 1997. Em 2016, a imprensa americana anunciou a renovação de seu contrato por dois anos, até 2018, por 20 milhões de dólares anuais.

Segundo vários veículos de mídia, os supostos fatos teriam acontecido em 2014 durante os Jogos Olímpicos de inverno em Sotchi, que a NBC transmitiu nos Estados Unidos.

Procurado pela AFP, o advogado da suposta vítima não quis confirmar a informação, mas manifestou estar satisfeito pela celeridade com que a NBC atuou em resposta às acusações de sua cliente na noite de segunda-feira.

- Manipulador -Vários veículos da imprensa divulgaram uma entrevista com a jornalista Katie Couric, que contou em 2012 que Matt Lauer, de 59 anos, que a acompanhava em "The Today Show" durante mais de década, "frequentemente beliscava as suas nádegas".

Outras pessoas, incluindo o ex-apresentador do canal MSNBC Keith Olbermann, disseram nesta quarta-feira que por trás de da imagem de bom moço Lauer tinha fama de ser autoritário e manipulador.

Muitos o acusam de ter isolado em 2012 a jornalista Ann Curry, que não suportava.

O presidente Donald Trump também opinou peço Twitter: "Uau, Matt Lauer acaba de ser despedido da NBC por 'comportamento sexual inapropriado em local de trabalho'. Mas quando os altos executivos da NBC e da Comcast serão despedidos por publicar tantas 'fake news'? Olhem o passado de Andy Lack!".

Em um segundo tuíte misterioso, eliminado e republicado depois, ele pede a demissão de Phil Griffin, executivo da MSNBC, e de Joe Scarborough, apresentador do canal.

- Vários jornalistas questionados -Trump, que foi entrevistado em setembro de 2016 por Matt Lauer durante a campanha, disse na época que o jornalista era "muito profissional" e "fantástico".

Desde as revelações sobre o famoso produtor de cinema Harvey Weinstein, os casos de comportamentos inadequados, agressões sexuais, abuso ou estupro de homens famosos não param de vir à tona.

As denúncias chegaram a Hollywood, aos esportes e à política, envolvendo vários parlamentares.

As denúncias também se multiplicam na imprensa: nesta quarta-feira, além de Lauer, a Rádio Pública de Minessota (MPR) informou que despediu seu reconhecido jornalista Garrison Keillor (75), apresentador do programa "A Prairie Home Companion", também por "conduta inapropriada" com uma companheira de trabalho.

No começo deste mês Michael Oreskes, chefe de redação da prestigiada rede de rádio pública americana NPR, renunciou por "comportamento inapropriado" depois de revelações do jornal The Washington Post. Foi acusado de abraçar agressivamente duas mulheres jovens que queriam trabalho enquanto ele era chefe do escritório de Washington do The New York Times na década de 1990.

Um dos correspondentes do Times na Casa Branca, Glenn Thrush, também foi suspenso pela direção do jornal na semana passada depois que várias mulheres o acusaram de abuso sexual.

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