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Tom Petty morre aos 66 anos

03/10/2017 12h52

Nova York, 3 Out 2017 (AFP) - O roqueiro Tom Petty morreu aos 66 anos, na segunda-feira, após sofrer um ataque cardíaco - anunciou sua família, horas após sua internação em um hospital de Los Angeles.

"Em nome da família, estamos desolados ao anunciar a prematura morte do nosso pai, marido, irmão, líder e amigo Tom Petty", diz a nota divulgada por familiares.

Petty - que com sua banda The Heartbreakers compôs vários hits - sofreu uma parada cardíaca nas primeiras horas da segunda-feira em sua residência de Malibu, Califórnia, segundo a família.

Ele foi levado para um hospital de Los Angeles, mas não conseguiu se recuperar e, às 20h40 locais, "morreu pacificamente (...) cercado por sua família, por seus companheiros de banda e amigos", informou o comunicado.

O site TMZ e o canal CBS chegaram a anunciar a morte do músico na segunda-feira, o que provocou um furioso desmentido da filha de Petty.

Especializado em celebridades, o TMZ foi o primeiro a noticiar que Petty havia sido encontrado inconsciente e sem pulso em sua casa em Malibu, no domingo.

Não tinha atividade cerebral quando chegou ao hospital "e tomaram a decisão de desconectar os aparelhos que o mantinham artificialmente com vida", revelou o TMZ.

Depois, mencionando fontes policiais anônimas, a emissora de televisão CBS também anunciou a morte do roqueiro.

O Departamento de Polícia de Los Angeles negou ser a fonte da informação.

Citando o TMZ, a revista "Rolling Stone" publicou o obituário de Petty, com uma declaração da lenda do rock Bob Dylan, que tocou com ele no Traveling Wilburys.

Uma das filhas do roqueiro, a artista Annakim Violette Petty, disse que o pai permanecia vivo no hospital, apesar de seu estado grave, e criticou a revista.

Pouco depois, no entanto, Annakim deu a entender que o pai enfrentava problemas graves de saúde.

"Este foi o dia mais longo de minha vida", afirmou.

A confusão provocou reações de espanto nas redes sociais.

Muitos fãs e celebridades já haviam publicado recordações do músico antes da confirmação da morte por parte da família.

"Amei Tom Petty e cantei suas canções, porque queria saber o que se sentia ao voar", tuitou o cantor John Mayer, citando a música "Wildflowers".

Conhecido por sucessos como "American Girl"e "Don't Come Around Here No More", Petty havia concluído na semana passada uma turnê para marcar os 40 anos de sua banda, The Heartbreakers.

Um de seus maiores hits, "I Won't Back Down" ganhou uma segunda vida como canção patriótica após os atentados do 11 de setembro de 2001.

- Rock como rota de fuga -Suas canções eram repletas de americanos comuns, cujos sonhos enfrentavam muitos obstáculos, reminiscências de um difícil começo de vida enfrentando pelo próprio cantor.

Seu avô, um açougueiro da Geórgia, fugiu para a Flórida após matar um homem a machadadas em uma briga. Alcoólatra e agressivo, seu pai era vendedor de balas e cigarros.

O cantor lembrava que, um dia, bêbado e pouco sensível à música, seu pai destruiu sua coleção de discos. Tom então lhe disse: "Pai, se você simplesmente me deixar sozinho, vou ser milionário aos 35 anos". O comentário era uma profética declaração.

Em entrevista em 2015 à revista americana "Men's Journal", o cantor contou que era sua mãe, Kitty, que fazia tudo "para nos mostrar que havia algo mais na vida do que gente do interior".

"Ela lia muitos livros para mim. Ela amava música: tinha um toca-discos e colocava Nat King Cole e a trilha sonora de 'West Side Story'. Cada vez que ouço essas músicas me lembro dela", completou.

Mas uma raiva interna permanecia: "quando não estava de acordo com algum tipo de autoridade, podia ficar louco".

Ao longo da vida, lutou contra a depressão e passou pelo vício em heroína, antes de recorrer à maconha e à meditação transcendental para se tranquilizar.

Em sua obra, Petty também se aproximou do sul dos Estados Unidos, especialmente em seu álbum de 1985, "Southern Accents". Em um discurso em fevereiro desse mesmo ano, ao receber um Grammy, disse ter uma grande dívida com afro-americanos como Chuck Berry, criador do rock and roll.

- Música negra na rádio branca -"Meus olhos, como os de muitos outros, se abriram e me somei aos esforços para pôr música negra na rádio popular branca", comentou.

No final dos anos 1980, Petty participou, com o Beatle George Harrison do supergrupo The Traveling Wilburys. Bob Dylan também tocada na banda.

Em 1989, lançou seu primeiro álbum solo, "Full Moon Fever" ("Free Fallin'", "Runnin' Down a Dream", ou "I Won't Back Down").

Outro grande sucesso foi "Don't Come Around Here No More", escrito com David A. Stewart, dos Eurythmics. Inspirado em "Alice no País das Maravilhas", o vídeo dessa canção consolidou sua reputação na turma que usava drogas.

Três vezes premiado com um Grammy, Tom Petty se mostrou firme com o controle artístico de seu trabalho. Em 2015, o velho roqueiro conseguiu que o jovem cantor britânico Sam Smith o reconhecesse como "coautor" em "Stay with me", devido às semelhanças - "casuais", segundo Smith - com seu hit "I Wont' Back Down".

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