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O primeiro Emmy da era Trump, em uma complexa situação política

17/09/2017 14h21

Los Angeles, 17 Set 2017 (AFP) - O presidente americano, Donald Trump, será, provavelmente sem querer, um dos protagonistas da entrega de prêmios Emmy deste domingo (17).

Certamente alvo das piadas do anfitrião Stephen Colbert, Trump também estará presente pelas paródias feitas sobre ele e seu governo que monopolizaram boa parte das indicações.

"Saturday Night Live" (SNL), da NBC, recebeu 22 indicações - a maior quantidade ao lado da série de ficção científica da HBO "Westworld" - por uma série de esquetes sobre o novo presidente, interpretado por Alec Baldwin.

Trump qualificou a imitação como "tendenciosa" e "nada engraçada".

"Não poderia ser pior", tuitou sobre o programa em dezembro, após ser eleito presidente.

Mas as paródias políticas subiram a audiência do programa, e todos os especialistas do site de previsões Gold Derby colocam Baldwin como favorito para receber o prêmio.

"Veep", outra comédia política, recebeu 17 indicações, incluindo a de "melhor série de comédia" e "melhor atriz" para Julia Louis-Dreyfus, que também aparece como favorita a vencer seu sexto Emmy pelo papel como a ex-presidente Selina Meyer.

As grandes estrelas começarão a desfilar pelo tapete vermelho duas horas antes do início da cerimônia em Los Angeles, prevista para as 17h locais (21h de Brasília).

- 'Cinema há 10 anos' -Já na categoria de "melhor série de drama" ainda não está claro quem será o grande vencedor.

"Downton Abbey" é passado, e "Game of Thrones" está fora da competição, fazendo que a categoria de drama esteja mais aberta e disputada.

A série de fantasia da HBO - sobre famílias nobres que querem o controle do Trono de Ferro - alcançou um recorde de 12 prêmios em 2016, mas não entrou nesta edição porque sua sétima temporada começou muito tarde para ser considerada pelo júri.

Isso deixa o caminho aberto para muitas série que tiveram sua estreia este ano, incluindo "Westworld". Outro forte concorrente é a história de ficção de "The Handmaid's Tale", da Hulu, da qual a protagonista Elisabeth Moss lidera as pesquisas ao prêmio de "melhor atriz". Ou a série de terror com estética dos anos 1980 "Stranger Things", da Netflix.

Na disputa também estão "The Crown" (Netflix), sobre a ascensão da rainha Elizabeth II ao trono, que ganhou dois Globos de Ouro, e o drama familiar "This is Us", da NBC.

As novamente indicadas "Better Call Saul" (AMC) e "House of Cards" (Netflix) não tornaram o trabalho do júri mais simples.

"O talento e o roteiro da televisão por assinatura hoje é o que cinema era há 10 anos", considerou Fiona Dourif, estrela da série da BBC América "Dirk Gently's Holistic Detective Agency".

Colbert publicou um vídeo no Twitter, em que aparece entrevistando pessoas nas ruas de Moscou sobre esta categoria. Todos escolheram "The Americans", série sobre espiões soviéticos que moram nos Estados Unidos na década de 1980, como vencedora do prêmio.

"Sim, 'The Americans' sequer está indicado este ano, mas os russos armaram eleições maiores do que essa", lê-se ao final do vídeo, colocando mais lenha na fogueira.

- 'Dinheiro em terapia' -Os prêmios da Academia de Televisão, que celebra sua 69ª edição, são entregues em dois finais de semana. No anterior, foram concedidos os prêmios criativos, nos quais se reconhece principalmente a equipe por trás das câmeras.

"Stranger Things", que já conquistou cinco deles, é vista como a favorita na categoria de "melhor série dramática" por quase todos os especialistas do Gold Derby.

No entanto, sites especializados como Variety e The Hollywood Reporter apostam em "This is Us", que aparece com um de seus protagonistas, Sterling K. Brown, como favorito para "melhor ator de drama".

SNL, que levou cinco Emmys criativos, aspira a cinco estatuetas neste domingo, incluindo as de melhor ator e atriz convidados para Dave Chapelle e Melissa McCarthy, respectivamente, por um esquete de comédia.

McCarthy foi aclamada por sua interpretação do incendiário ex-secretário de imprensa da Casa Branca Sean Spicer, que se demitiu em julho. Esta semana, Spicer declarou que sua imitação era "divertida" e brincou dizendo que lhe "custou muito dinheiro em terapia".

jt/rsr/cb/tt

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