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Clooney e Moore dizem estar a favor de suprimir símbolos sulistas nos EUA

02/09/2017 17h22

Veneza, 2 Set 2017 (AFP) - As estrelas americanas George Clooney e Julianne Moore disseram, neste sábado no festival de cinema de Veneza, que estão a favor da supressão de símbolos sulistas nos Estados Unidos, como estátuas e bandeiras confederadas que alguns consideram racistas.

Ambos os atores, que apresentavam no festival o filme dirigido por George Clooney, "Suburbicon" - que concorre ao Leão de Ouro -, afirmaram apoiar os movimentos que querem proibir a bandeira dos Confederados ou rebatizar as escolas que têm nomes de heróis da Guerra de Secessão (1861-1865).

As estátuas dos generais sulistas "devem ser retiradas", declarou Julianne Moore.

"Estes símbolos da Guerra de Secessão simplesmente não podem estar em nossas cidades, sob o olhar de nossos filhos", afirmou.

A atriz, de 56 anos, se envolveu pessoalmente em uma campanha para mudar o nome de uma escola na Virgínia chamada Jeb Stuart, um dos generais mais prestigiados do exército dos Confederados.

George Clooney contou que sempre se posicionou do lado dos rebeldes quando participava, na infância, de representações da Guerra Civil em sua Kentucky natal.

"Tínhamos que escolher entre ser um soldado da União ou um rebelde, e eu escolhia ser o rebelde", assegurou.

"Realmente não entendíamos a história da bandeira dos Confederados, que existia a escravidão por trás disso tudo", acrescentou.

"Hoje, se querem levá-la em suas camisetas ou pendurá-la na frente do seu jardim, vão em frente! Boa sorte com os vizinhos", disse.

"Mas pendurá-la em um edifício público que os contribuintes afro-americanos pagaram em parte, isso é inaceitável e temos que colocar um fim nisso. É importante", concluiu o ator, de 56 anos.

A polêmica sobre os símbolos sulistas aumentou nos últimos anos nos Estados Unidos.

Para seus opositores, representam o racismo e a opressão que os negros sofreram nos estados do Sul. Para seus defensores, retirar estes símbolos significa apagar uma parte da história americana.

Além disso, a polêmica foi reacesa há alguns dias após a morte de uma mulher em Charlottesville (Virgínia) durante a violência entre supremacistas brancos - que protestavam contra a retirada de uma estátua do general sulista Robert E. Lee - e os manifestantes antirracismo.

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