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Documentário sobre crise na Venezuela narrada por mulheres é exibido em Paris

30/06/2017 18h50

Paris, 30 Jun 2017 (AFP) - Um documentário sobre a crise que atravessa a Venezuela narrada por cinco mulheres que vivem na própria pele foi exibido ao público nesta sexta-feira pela primeira vez, na sede da Prefeitura de Paris.

A projeção de "Mulheres do Caos Venezuelano", dirigido pela cineasta franco-venezuelana Margarita Cadenas, foi acompanhada pelo embaixador para os Direitos Humanos do ministério de Relações Exteriores, François Croquette, e pela conselheira diplomática da Prefeitura, Patrizianna Sparacino-Thiellay.

Cadenas registrou o dia a dia de cinco mulheres de diferentes classes sociais para denunciar a penúria de alimentos e medicamentos, a insegurança, a impunidade e a situação dos presos políticos, entre outros problemas enfrentados pela população do país latino-americano.

Ela optou por mulheres porque "a Venezuela é um matriarcado, a mulher é um pilar fundamental da sociedade", disse a diretora, que mora na França.

Para Cadenas, rodar esse documentário era uma necessidade. Ela disse ao público presente na sessão que grande parte da equipe técnica preferiu permanecer no anonimato, com medo de sofrer represálias.

Entre as mulheres representadas, está uma enfermeira que decide, com pesar, deixar a Venezuela ao lado de sua família, após sofrer diariamente com a dificuldade para atender pacientes no hospital, devido à escassez de medicamentos e recursos.

Outra retratada é uma venezuelana rica que, apesar da penúria no país, acumula pacotes de fraldas, comprados a preços exorbitantes, em sua casa. Ela vive com medo permanente de ser vítima de um ataque ou sequestro.

Uma jovem desempregada com um filho pequeno que precisa passar por enormes dificuldades para ter a possibilidade de conseguir algum produto básico (farinha, açúcar, massa) e um casal de idosos que vive desesperado porque o neto que criaram foi eleito deputado da oposição e está preso por motivos não muito claros também aparecem no filme.

Por fim, uma mãe de família relata como as forças de segurança mataram à queima-roupa, por engano, seu filho adolescente. Ela afirma que vive com sede de vingança desde então.

"É importante esse filme ser visto na França, já que a situação na Venezuela piora a cada dia e preocupa a administração francesa", afirmou Croquette.

O longa-metragem foi gravado em agosto de 2016, antes de começarem as manifestações de oposição a Nicolás Maduro, há três meses, que já deixaram 81 mortos.

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