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Suposta filha de Dalí: 'Não quero o patrimônio, quero minha identidade'

27/06/2017 15h53

Barcelona, 27 Jun 2017 (AFP) - Um dia depois de uma juíza espanhola ordenar a exumação dos restos do gênio surrealista Salvador Dalí, a mulher que afirma ser sua filha afirmou à AFP que não age por dinheiro, mas para recuperar sua identidade.

Há uma década, Pilar Abel Martínez, catalã de 62 anos que durante anos se dedicou à vidência, luta para provar que, como lhe disse sua avó quando era criança, é filha do pintor catalão falecido em 1989.

Segundo seu relato, a relação na que foi concebida ocorreu enquanto sua mãe trabalhava como servente para amigos de Dalí no enclave costeiro de Port-Lligat (Cadaqués), onde o pintor passava longas temporadas. Sua mãe acabou se casando com outro homem, e depois ela nasceu.

PERGUNTA: - Como a senhora avalia a ordem de exumação dada pela juíza instrutora do caso em Madrid?

RESPOSTA: - É uma grande vitória, mas ainda falta a vitória maior, e tenho certeza de que esta chegará. Seria um alívio que você nem imagina, por fim saberia quem sou realmente e seria reconhecida. Não quero o patrimônio dele, se vier tudo bem, mas é a última coisa que quero. Primeiro quero a minha identidade.

P: - Quando a senhora descobriu que Dalí supostamente era seu pai?

R: - Com sete, oito anos minha avó me explicou. Chegou para mim e disse: 'Eu sei que você não é filha do meu filho, que o seu pai é um grande pintor, mas isso não faz com que eu te ame menos'. E me disse o nome, Dalí.

Mas fiquei calada durante muito tempo porque havia problemas na minha casa, coisas de casal. Suponho que era por isso, porque se minha avó sabia, imagino que havia dito algo ao meu pai.

P: - E quanto questionou sua mãe sobre isso, o que ela lhe disse?

R: - Em 2007 lhe perguntei: 'Você esteve com Dalí, meu pai é o Dalí?'. E ela me disse: 'Sim, e olha que esse homem era feio, mas tinha seu encanto. Faça o que você quiser, eu não quero mais nada com isso', essas foram suas palavras. (...) Ela não conta muito da relação, quase nada, mas me encoraja a continuar fazendo isso.

P: - A senhora é de Figueras, como Dalí. Se conheciam pessoalmente, se falaram alguma vez?

R: - Quando era pequena eu o via, mas então esse homem me dava medo por seu aspecto e por como se vestia. Mais para frente, quando eu trabalhava em uma procuradoria na Rambla de Figueras, sempre nos cruzávamos. Não nos falávamos, eram só olhares. Mas um olhar vale mais do que mil palavras.

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