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Suspeito do atentado de Manchester provavelmente teve cúmplices

24/05/2017 06h00

Londres, 24 Mai 2017 (AFP) - O autor do atentado suicida contra um show em Manchester, Inglaterra, estava no radar dos serviços de inteligência e "provavelmente" teve cúmplices, afirmou nesta quarta-feira a ministra britânica do Interior, Amber Rudd.

O atentado de segunda-feira à noite foi "mais complexo que os que vimos antes e parece provável, possível, que não atuou sozinho", disse Rudd à rádio BBC.

Ao falar sobre o principal suspeito, Salman Abedi, a ministra confirmou que ele estava no radar dos serviços de inteligência.

"Era alguém que os serviços de inteligência conheciam e tenho certeza de que, quando a investigação for concluída, nós saberemos mais", disse Rudd, antes de expressar "total confiança" nos serviços de segurança.

"Os serviços de segurança conhecem muitas pessoas, isto não significa que esperamos que prendam todo mundo que conhecem", completou.

Abedi tinha 22 anos e nasceu em Manchester, filho de imigrantes líbios. De acordo com a imprensa britânica ele viajou à Líbia e Síria antes de retornar ao Reino Unido e cometer o atentado, uma informação que não foi confirmada pelas autoridades.

A tese de que os cúmplices do atentado que deixou 22 mortos e 59 feridos em um show da cantora americana Ariana Grande permanecem livres está por trás da decisão do governo de ativar o nível máximo de alerta terrorista, que significa que outro ataque é "iminente".

Em resposta ao aumento do alerta, o exército vai atuar ao lado da polícia nas patrulhas.

"É uma situação temporária para responder a um fato excepcional", explicou Rudd.

A ministra foi cautelosa a respeito da reivindicação do grupo Estado Islâmico e afirmou que não tem informações sobre a relação da organização extremista com o ataque de segunda-feira.

"Não me surpreende que tenham decidido reivindicar a responsabilidade", disse a ministra, antes de acrescentar que o governo não tem informações sobre tal autoria.

Rudd expressou a sua "irritação" com o vazamento de informações sobre o atentado por outros governos, uma referência à divulgação do nome do principal suspeito por uma fonte anônima de Washington.

"A polícia britânica foi muito clara ao afirmar que deseja controlar o fluxo de informações para proteger a integridade da operação", disse Rudd.

"É irritante se vem de outras fontes e fui muito clara com nossos amigos que não deveria voltar a acontecer", completou.

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