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Assange reitera em depoimento que relações sexuais foram consentidas

07/12/2016 15h51

Londres, 7 dez 2016 (AFP) - O fundador da Wikileaks, Julian Assange, concedeu na quarta-feira à justiça sueca um depoimento no qual reiterou que as relações que teve com uma mulher, que o tornaram suspeito de estupro, foram consentidas.

A situação ocorreu na Suécia em 2010, durante uma visita na qual Assange manteve relações sexuais com duas mulheres que acabaram transformando-o em suspeito de agressão sexual contra uma delas, à qual se refere como "AA" em seu testemunho, e de estupro da outra, identificada como "SW".

Os possíveis delitos cometidos contra "AA" perderam a validade de seu processo em 2015, e resta no momento a suspeita de estupro, pela qual a justiça sueca tomou seu depoimento na embaixada do Equador em Londres em meados de novembro, cinco anos depois do ocorrido e após árduas negociações entre Quito e Estocolmo.

Na transcrição de seu depoimento, Assange assegura que "SW" buscou incessantemente manter relações sexuais com ele, e que aceitou que estas acontecessem sem o uso de preservativo.

"'SW' deixou bem claro que queria manter relações sexuais comigo", declarou Assange no depoimento.

"Sua conduta durante a noite e a manhã, me deixou com a certeza de que ela queria, de modo ativo e entusiasmado, que eu mantivesse relações com ela", insistiu.

Segundo Assange, eles mantiveram relações em "quatro ou cinco ocasiões" durante noites e manhãs em que passaram na casa de "SW", a qual conheceu em uma conferência em Estocolmo.

A última dessas ocasiões foi a que se refere ao processo que enfrenta na justiça, porque a mulher assegurou que Assange não utilizou preservativo e que isso ocorreu sem seu consentimento, aproveitando-se do fato de que ela dormia, algo que o fundador do Wikileaks nega em sua declaração.

"É mentira. Tinha certeza de que 'SW' não estava adormecida. Também estou certo de que ela consentiu explicitamente em manter relações sem o uso de preservativo antes de que o coito tivesse início", afirma Assange, mencionando mensagens de texto da mulher, às quais seus advogados tiveram acesso, que confirmariam sua declaração.

"Saí de sua casa de forma pacífica. Em nenhum momento em que estive com ela me foi dito que eu a havia desrespeitado de alguma maneira", afirmou.

Assange - mencionando a mulher - afirma que ela não queria denunciá-lo, já que estava disposta a se submeter a um exame para descartar a possibilidade de ter contraído alguma doença sexualmente transmissível, e que foi a polícia sueca que a incentivou a mudar de ideia.

Em 2012, o australiano de 45 anos buscou asilo na embaixada equatoriana em Londres para evitar ter que cumprir uma ordem de extradição à Suécia, uma vez que temia ser enviado ao Estados Unidos para ter que responder pelo vazamento de milhares de informações oficiais secretas através do Wikileaks, plataforma criada por ele.

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