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Suíça confisca peças arqueológicas provenientes de Palmira, Iêmen e Líbia

02/12/2016 20h32

Genebra, 2 dez 2016 (AFP) - A justiça do cantão suíço de Genebra ordenou o confisco de objetos arqueológicos provenientes de Palmira (Síria), Iêmen e Líbia, armazenados em portos francos, segundo um comunicado publicado na sexta-feira.

Os portos francos são depósitos onde se conserva todo tipo de objetos sem pagar direitos de alfândega nem impostos.

Os objetos confiscados foram armazenados nesses locais entre 2009 e 2010, e um controle alfandegário realizado em abril de 2013 "despertou a suspeita de que eram de procedência ilegal", explicou o Ministério Público de Genebra.

As autoridades culturais de Berna, contatadas pelas alfândegas no início de 2011 enviaram um especialista, que confirmou a autenticidade dos bens, e em fevereiro passado foi iniciado um procedimento penal.

Os objetos confiscados são uma cabeça de Afrodite e dois baixos-relevos funerários.

Três dos bens provém de Palmira, a cidade Patrimônio Mundial da Humanidade que foi conquistada e parcialmente destruída pelo grupo extremista Estado Islâmico na Síria.

Cinco objetos provém do Iêmen e refletem a história cultural da península árabe meridional.

A cabeça de Afrodite provém da Líbia e é um exemplo do processo de helenização que ocorreu no Norte da África, afirmou a mesma fonte.

A maioria dos bens foram enviados do Qatar, e um dos Emirados Árabes Unidos, para a Suíça. Segundo o Ministério Público de Genebra, a investigação demonstrou que os bens provêm de saques.

O Museu de Arte e História de Genebra se encarregará temporariamente dos bens, que serão expostos ao público, enquanto se espera que sejam entregues aos seus Estados de origem.

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