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Aliança internacional quer proteger patrimônio cultural em perigo

02/12/2016 08h10

Abu Dhabi, 2 dez 2016 (AFP) - Uma conferência internacional teve início nesta sexta-feira em Abu Dhabi para adotar novas medidas que devem impedir atos de destruição como os cometidos por jihadistas em locais que integram a lista do patrimônio da humanidade.

O presidente francês, François Hollande, encerrará a reunião no sábado, ao lado do homem forte dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed ben Zayed Al Nahyane, da diretora geral da Unesco, Irina Bokova, e de ao menos 13 chefes de Estado ou de Governo estrangeiros.

A conferência de Abu Dhabi reúne especialistas e representantes de quase 40 países para abordar a criação de um fundo especial de 100 milhões de dólares para a proteção do patrimônio e uma rede internacional de "refúgios" para conservar os bens ameaçados por conflitos.

Na quinta-feira, cinco vencedores do prêmio Nobel fizeram um apelo ao participantes para que assumam "suas responsabilidades" ante um desafio "histórico" e atuem para preservar os bens culturais da humanidade.

"Não é mais tempo para indignações impotentes", destacaram os signatários da carta, na qual recordam que em Bamiyan (Afeganistão), Mossul (Iraque), Palmira (Síria) e Timbuctu (Malí), "o fanatismo quis destruir nossa esperança no futuro".

No início da conferência nesta sexta-feira, os participantes fizeram apelos de "unidade" e "ação".

"É o momento da mobilização internacional: atores privados e públicos reunidos a serviço da proteção do patrimônio ameaçado pelas guerras, pela barbárie e pelo terrorismo", declarou o ex-ministro francês Jack Lang, antes de destacar que espera uma reunião voltada para a ação.

"Trabalhamos juntos para lançar uma iniciativa mundial", disse Mohamed Khalifa al Mubarak, presidente da Autoridade do Turismo e da Cultura de Abu Dhabi.

De acordo com Lang, Paris contribuirá com quase 30 milhões de dólares para o fundo especial, que é a "chave do êxito" do acordo internacional inédito.

Os participantes esperam constituir uma aliança entre Estados, instituições públicas, grupos privados, especialistas e grandes ONGs com capacidade de mobilização para realizar ações de prevenção, intervenções de emergência e reabilitação para os monumentos danificados ou destruídos em conflitos.

"A proteção do patrimônio é inseparável da proteção das vidas humanas", disse Bokova, que chamou de "crime de guerra" e "limpeza cultural" os saques cometidos em nome do suposto combate jihadista contra a idolatria.

O fundo internacional para a proteção do patrimônio será constituído por uma "entidade jurídica independente", de acordo com um documento preparatório que fala de una "fundação de direito suíço" que pode ser criada em Genebra em 2017.

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