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Censura a redes sociais reduz liberdade na internet

14/11/2016 16h47

Washington, 14 Nov 2016 (AFP) - A liberdade de expressão na internet piorou pelo sexto ano consecutivo em 2016, devido a medidas contra redes sociais e aplicativos de mensagens por governos que pretendem eliminar dissidências, alertou nesta nesta segunda-feira a Freedom House.

O relatório "Liberdade na Rede", realizado pela organização, aponta que um crescente número de governos restringem ou censuram as plataformas de mensagens, como o Whatsapp, além das populares redes sociais.

"As populares redes sociais como Facebook e Twitter estiveram sujeitas a uma crescente censura durante vários anos, mas agora os governos perseguem cada vez mais aplicativos de mensagens como WhatsApp e Telegram", disse Sanja Kelly, diretora da pesquisa.

"Os aplicativos de mensagem podem propagar informação com rapidez e segurança, e alguns governos o veem como uma ameaça", acrescentou.

O relatório afirma que 34 dos 65 países estudados tiveram uma deterioração da liberdade na internet desde junho de 2015.

Entre os que sofreram maior degradação se destacam Equador, Uganda, Bangladesh, Camboja e Líbia, enquanto a liberdade de expressão on-line melhorou no Sri Lanka, na Zâmbia e nos Estados Unidos, devido à aprovação de leis que limitam a coleta de metadados das telecomunicações.

A Freedom House informou que 67% dos usuários de internet vivem em países onde se censuram críticas ao governo, aos militares e à família governante.

Os governos de 24 países limitaram ou bloquearam o acesso às redes sociais e ferramentas de comunicação, contra 15 do ano passado.

Mesmo alguns governos democráticos tomaram medidas contra aplicativos que utilizam funções de criptografia, o que se considera uma ameaça à segurança nacional.

A China foi o país que mais afetou a liberdade de expressão na internet pelo segundo ano consecutivo, seguido de Síria e Irã, apontou o relatório da Freedom House, que critica novas leis que condenam a sete anos de prisão aqueles que espalharem rumores nas redes sociais, algo frequentemente utilizado para prender ativistas políticos.

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