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Forças iraquianas se aproximam da cidade antiga de Nimrud, perto de Mossul

10/11/2016 15h08

Bagdá, 10 Nov 2016 (AFP) - As forças iraquianas avançavam nesta quinta-feira na direção da cidade antiga de Nimrud, situada perto de Mossul e nas mãos do grupo Estado Islâmico (EI), enquanto uma tempestade de areia freiava a ofensiva em Raqa, o reduto extremista na Síria.

O sítio arqueológico Ninrud (Kalkhu para os assírios e Calaj na Bíblia) é uma joia do império assírio, fundado no século XIII antes de Cristo às marges do rio Tigre.

Em 2015, os extremistas destruíram nesta cidade vários sítios arqueológicos.

Unidades da 9ª divisão blindada de Hashd al Achaeri (milícias tribais) começam a avançar para libertar as localidade de Abbas Rajab e Al Nomaniyah, perto de Nimrud, segundo o comando iraquiano.

O exército não indicou se as forças de segurança tinham a intenção de chegar até Nimrud, que fica a 30 km de Mossul, a segunda cidade do Iraque e principal reduto do EI, e também o objetivo da grande ofensiva lançada pelas forças iraquianas e curdas em 17 de outubro passado.

Segundo vários vídeos divulgados há alguns meses, o EI destruiu com escavadeiras e explosivos alguns dos monumentos mais notáveis, entre eles o tempo de Nabu, de 2.800 anos de idade e dedicado ao deus mesopotâmio da sabedoria e da escrita.

O grupo extremista também destruiu, total ou parcialmente, vários sítios arqueológicos tanto no Iraque quanto na Síria.

O EI condena a idolatria e por isso destrói as estátuas que representam seres humanos ou animais.

Também tem se dedicado ao tráfico de peças arqueológicas para financiar as suas operações militares.

Além disso, a ofensiva para retomar Mossul freou a sua progressão, uma vez que as forças iraquianas enfrentam uma feroz resistência dos jihadistas, especialmente nos bairros orientais da cidade, habitados principalmente por muçulmanos sunitas.

A Anistia Internacional pediu a Bagdá para investigar as "alegações" de que "combatentes em uniforme da polícia federal torturaram e executaram extrajudicialmente" seis pessoas "feitas prisioneiras".

Tempestade de areiaCerca de 400 km a oeste, do outro lado da fronteira, a ofensiva das forças curdo-árabes apoiadas por Washington para recuperar Raqa é perturbada por uma tempestade de areia.

"A situação é perigosa hoje porque não há visibilidade nesta região desértica por causa da tempestade de areia", disse à AFP um funcionário que pediu anonimato em Aïn Issa, 50 km ao norte de Raqa.

"Tememos que o Daesh (sigla em árabe do EI) aproveite a oportunidade para se infiltrar e lançar um contra-ataque", disse o militar.

A tempestade prejudica a visibilidade da aviação da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos que suporta apoia a "Cólera do Eufrates", nome da ofensiva contra Raqa.

Desde o início da ofensiva, "percorremos um terço da distância que nos separa de Raqa. A nossa estratégia tem o objetivo de cercar o inimigo antes de proceder às operações de rastreamento", explicou Jihan Cheikh Ahmad, porta-voz da "Cólera do Eufrates".

As forças curdo-árabes assumiram o controle de 15 localidades.

Estes combates obrigaram mais de 5.000 pessoas a fugirem de suas casas para encontrar refúgio nas zonas reconquistadas do EI.

A província de Raqa, em grande parte desértica, possui 800.000 habitantes, segundo o geógrafo especialista da Síria, Fabrice Balance.

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