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Cor índigo se originou nos Andes do Peru há 6.000 anos

15/09/2016 22h08

Lima, 16 Set 2016 (AFP) - A origem do índigo, ou anil, remonta há 6.000 anos no Peru, 1.500 anos antes de que essa cor começasse a ser utilizada pelos egípcios, aos quais se atribuía seu primeiro uso - segundo um artigo publicado na revista científica Science.

A pesquisa científica, publicada na Internet, afirma que o pigmento azul analisado nos restos de um tecido encontrado no sítio arqueológico Huaca Prieta - um centro cerimonial pré-hispânico na região La Libertad (norte) - corresponde a um colorante, no "uso mais antigo conhecido do índigo no mundo".

A descoberta está descrita no artigo "Early Pre-Hispanic Use of Indigo Blue in Peru", de autoria de uma equipe de arqueólogos liderada por Jeffrey C. Splitstoser, onde se ressalta que o uso de indigotina (composto químico da tintura do anil) foi identificado após vários testes.

"A presença de um colorante indigoide foi firmemente indicado em cinco de oito amostras analisadas que representam dois tecidos lisos e três têxteis entrelaçados", afirmam os pesquisadores.

A matriz original para elaborar esses têxteis foi o algodão (Gossypium barbadense) cultivado nos Andes do Peru, em Huaca Prieta.

O ponto de partida do experimento foi uma amostra de fio de cor azul que decora um tecido de listras, ao que os pesquisadores somaram outros sete tecidos de Huaca Prieta descobertos em 2009, onde foi detectada a presença de colorantes indigoides. Esse material remonta a entre 6.200 e 1.500 anos.

Os pesquisadores insistem em que não há dúvida de que se usou, na decoração dos tecidos, o anil extraído da seiva da planta Indigofera tinctoria. Acredita-se que essa planta esteja localizada em algum lugar da costa norte do Peru.

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