Bailarino que atacou diretor do Bolshoi recebe liberdade condicional
Um tribunal russo concedeu nesta terça-feira (31) a liberdade condicional ao bailarino do Bolshoi condenado a uma pena de reclusão em 2013 pelo ataque com ácido contra o ex-diretor artístico do prestigioso teatro moscovita, anunciou seu advogado.
Pavel Dmitrichenko, solista e militante sindical do Bolshoi, que cumpria pena de cinco anos e seis meses, obteve a "liberdade condicional", declarou Serguei Kadyrov à agência de notícias estatal TASS.
O bailarino, que estava detido em uma penitenciária da região de Riazan, "já está em casa em Moscou", informou o advogado.
"Obrigado a todos os que me apoiaram (...). A verdade venceu a mentira", escreveu Dmitrichenko em sua página do Facebook.
No final de 2013, o bailarino foi considerado culpado de ter planejado o ataque com ácido, cometido em janeiro do mesmo ano, contra Serguei Filin, na época diretor artístico do Bolshoi, e foi condenado a seis anos de prisão em regime fechado.
O tribunal municipal de Moscou reduziu pouco depois a pena em seis meses, assim como reduziu de 10 para nove anos de prisão a sentença da pessoa que executou o ataque, Yuri Zarutski.
Dimitrichenko negou em diversas oportunidades que desejava ferir deliberadamente Filin, mas admitiu que pediu que ele fosse agredido. Zarutski reconheceu que o ácido foi sua ideia.
Depois do ataque, Serguei Filin, 45, teve que receber enxertos de pele e foi operado nos olhos diversas vezes na Alemanha.
O caso destacou as rivalidades sem piedade entre os bailarinos do famoso teatro Bolshoi, o de maior prestígio na Rússia e famoso em todo o mundo.
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