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Quadro holandês roubado em 2005 é encontrado na Ucrânia

Museu de Westfries, localizado na cidade de Hoorn, no noroeste da Holanda - Divulgação
Museu de Westfries, localizado na cidade de Hoorn, no noroeste da Holanda Imagem: Divulgação

De Haia (Holanda)

30/05/2016 15h41

Um comprador de arte ucraniano entregou na embaixada holandesa em Kiev um dos 24 quadros roubados em 2005 do Museu de Westfries, localizado na cidade de Hoorn, no noroeste da Holanda, anunciaram autoridades municipais nesta segunda-feira.

O indivíduo comprou o quadro 'Nieuwstraat in Hoorn', de 1784, do artista Izaak Ouwater "com boa fé e com um certificado de autenticidade", afirmou em um comunicado a porta-voz da cidade, Marieke van Leeuwen, sem precisar as condições em que a obra tinha sido adquirida.

"A investigação da polícia determinará de quem a obra foi comprada", acrescentou van Leeuwen.

O valor estimado da obra de Izaak Ouwater é de 30.000 euros.

Trata-se do quinto quadro encontrado até agora de um total de 24 obras de artistas holandeses dos séculos XVII e XVIII, como Jan Linsen, Jan van Goyen e Jacob Waben, que foram roubadas do Museu de Westfries em 9 de janeiro de 2005, junto com 70 peças de prata.

Na época, o valor total dos quadros roubados foi calculado em dez milhões de euros.

As autoridades municipais de Hoorn esperam que as cinco obras, que ainda estão na Ucrânia, retornem à Holanda em breve.

Em abril, a Ucrânia anunciou que tinha recuperado quatro desses quadros, afirmando que as obras estavam "em posse de grupos criminosos".

O Museu de Westfries afirmou em dezembro que as 24 obras pareciam estar nas mãos de milicianos ultranacionalistas ucranianos que combatem rebeldes pró-russos no leste do país.

Em julho, dois homens que se identificaram como membros da Organização de Nacionalistas Ucranianos (OUN) se apresentaram na embaixada holandesa em Kiev com uma foto de todas as obras roubadas, segundo o museu.

Os milicianos afirmaram que tinham encontrado os quadros em uma mansão abandonada na zona de conflito do país e pediram inicialmente 50 milhões de euros pela coleção, mas depois baixaram o preço para cinco milhões, segundo a imprensa ucraniana.

Após o episódio, a OUN negou estar em posse das obras, e as autoridades ucranianas iniciaram uma investigação sobre o caso.

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