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Sofia Coppola estreia La Traviata em Roma pelas mãos de Valentino

22.mai.2016 - Ópera "La Traviata" de Verdi, dirigida por Sofia Coppola com figurino de Velentino no Rome Opera House, em Roma, na Itália - AP Photo/Andrew Medichini
22.mai.2016 - Ópera "La Traviata" de Verdi, dirigida por Sofia Coppola com figurino de Velentino no Rome Opera House, em Roma, na Itália Imagem: AP Photo/Andrew Medichini

20/05/2016 15h53

A Ópera de Roma estreia nesta terça-feira uma versão original de "La Traviata", de Giuseppe Verdi, a cargo da cineasta americana Sofia Coppola, que contará, ainda, com figurinos de luxo criados pelo estilista italiano Valentino, um desafio que a diretora admite ter encarado com "terror".

A nova versão de um dos clássicos da ópera, que o público italiano conhece de cor, a cargo da diretora de filmes como "Maria Antonieta" e "Encontros e Desencontros" é, antes de tudo, "bela, muito bela", elogiou a imprensa.

A inspiração foi de Valentino que, com seu parceiro histórico, Giancarlo Giammetti, contatou Sofia depois de ter visto e gostado do premiado filme "Maria Antonieta", em 2006.

O estilista romano, de 84 anos, interrompeu sua "aposentadoria" para assinar os quatro vestidos de Violetta, a heroína da trágica ópera.

A filha de Francis Ford Coppola, de 45 anos, se aventura pela primeira vez em uma ópera, com quinze apresentações programadas até 30 de junho.

Para ilustrar uma das óperas mais vistas no mundo, um drama psicológico de caráter intimista, Coppola mergulhou na vida da famosa cortesã e de seu amante, Alfredo.

Dividida em três atos, "La Traviata" foi criada em 1853 e representada pela primeira vez na Fenice de Veneza, com livreto baseado no romance "A Dama das Camélias", de Alexandre Dumas.

"Gostei muito desta primeira experiência, embora a princípio tenha sentido terror. Decidi me concentrar na beleza da música, na beleza da história, em manter os elementos tradicionais", contou.

O estilista romano, por sua vez, prometeu uma Violetta com um toque "vermelho", cor que é sua marca registrada, e desenhou quatro vestidos espetaculares para a sua protagonista.

Os diretores criativos da "Maison" Valentino - Maria Grazia Chiuri e Pier Paolo Piccioli - desenharam os trajes da amiga de Violeta, Flora, e do coro, e respeitaram os desejos de Coppola, que vem de uma família de músicos.

A ópera, cuja produção demandou um investimento de 1,8 milhão de euros, segundo informou o diretor da Ópera, Carlo Fuortes, já é um sucesso.

"Vendemos entradas por 1,2 milhão de euros, uma cifra recorde para a história do teatro romano", afirmou, o que marca o renascimento da Ópera na capital.

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