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Três jornalistas são libertados na Síria após dez meses de sequestro

07/05/2016 20h14

Madri, 7 Mai 2016 (AFP) - Os três jornalistas espanhóis sequestrados na Síria há quase dez meses foram libertados e estão a salvo na Turquia, de onde devem ser repatriados no domingo, informou neste sábado à noite o governo e a Federação de Associações de Jornalistas da Espanha, Elsa Gonzalez, contactada pela AFP.

"Há umas horas foram liberados os jornalistas espanhóis José Manuel López, Ángel Sastre e Antonio Pampliega que tinham sido sequestrados em Alepo, ao norte da Síria, há quase dez meses", informou o governo em um comunicado.

Uma porta-voz do governo disse à AFP que "os três estão bem" e segundo comunicado, a vice-presidenta, Soraya Saénz de Santamaría, falou com ele na tarde deste sábado.

A vice-presidente do governo espanhol, Soraya Sáenz de Santamaría, conseguiu falar com eles neste sábado e disse que "os três estão bem".

Na noite deste sábado, uma fonte próxima ao governo informou à AFP que os jornalistas estão na Turquia, de onde devem voltar à Espanha, na manhã de domingo.

Em seu comunicado, o governo diz que "a libertação foi possível graças ao trabalho de muitos funcionários públicos e à colaboração de países aliados e amigos, em especial na fase final da Turquia e do Catar".

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), os três foram vistos pela última vez em 13 de julho de 2015 no bairro de Maadi (Alepo), controlado por diferentes grupos rebeldes. Viajavam a bordo de uma caminhonete quando foram sequestrados por um grupo de homens.

Nesse momento, as famílias pediram à imprensa paciência e respeito para facilitar sua liberação.

No momento da libertação, González quis destacar que os três jornalistas freelance ganhavam "salários precários" e tinham grande "vocação".

O desaparecimento foi divulgado no dia 21 de julho, dez dias depois da última comunicação com os três repórteres, que haviam entrado na Séria através da fronteira turca no início deste mês.

O país, imerso em uma violenta guerra civil desde 2011, é o mais perigoso do mundo para jornalistas, segundo a ONG Repórteres sem Fronteiras, que contabiliza dezenas de jornalistas mortos desde o início do conflito.

Os três trabalhavam como jornalistas independentes, colaborando com diversos veículos espanhóis. Pampliega e López colaboraram com a cobertura da AFP no conflito.

Em setembro de 2013, outros três jornalistas espanhóis foram sequestrados na Síria e libertados em março de 2014.