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Twitter e Facebook, dois instrumentos de busca e ajuda após atentados de Paris

14/11/2015 06h14

Paris, 14 Nov 2015 (AFP) - As redes sociais desempenharam um papel fundamental após os ataques em Paris. No Twitter, as pessoas buscavam desaparecidos, enquanto outras ofereciam abrigo a estranhos que não tinham para onde seguir, e no Facebook milhares de testemunhos eram publicados em apoio às famílias das vítimas.

"Alerta! Se alguém tiver notícias de Lola, de 17 anos, em #Bataclan esta noite, entre em contato conosco". "Procuro minha irmã mais nova Soad". "Meu amigo Thibault Pastor estava no Bataclan, não responde, ajudem-me".

Os internautas postavam fotos e faziam apelos desesperados por notícias de seus parentes que estavam no local dos ataques, de quem não têm notícias há horas.

A última mensagem no Twitter de alguns desaparecidos foram enviadas a partir casa de espetáculos Bataclan. Era alegre: assistiam a uma apresentação de rock. Mas as suas contas silenciaram quando os atacantes invadiram o local a tiros, causando dezenas de mortes.

#PorteOuverteEm solidariedade, com a hashtag #PorteOuverte (#PortasAbertas), milhares de parisienses ofereciam alojamento aos transeuntes que não tinham nenhuma maneira de voltar para casa depois dos ataques.

Os moradores abriram as portas de suas casas em todos os distritos da capital, especialmente nos mais próximos aos ataques. A hashtag #PorteOuverte se espalhou tão rapidamente que chegou a 480.000 tuítes durante a noite, tornando-se o segundo mais utilizado no Twitter França, após a palavra #tiroteo (700.000 tuítes).

"Se há pessoas bloqueadas, posso acomodar 2 ou 3 pessoas na rua dos mártires, no 9º arrondissement", oferecia um usuário, @thom. "Aqueles que estão bloqueadas no 20º arrondissement, o nosso sofá ainda está disponível para 2 ou 3 pessoas em Maraîchers. #PorteOuverte", @GabDeLioncourt.

Uma página na internet foi criada para congregar as portas abertas no endereço "porteouverte.eu".

A iniciativa provocou uma inundação de comentários comovidos nas redes sociais, na França e no exterior, onde a generosidade dos parisienses foi elogiada.

Os internautas também trocavam informações de socorro. "Se você não sabe para onde ir, a prefeitura do 11º está aberta, e se você não sabe como chegar lá, pegue um táxi que é gratuito", afirmava uma mensagem no Twitter.

A palavra-chave "Noussommestousunis" (EstamosTodosUnidos) também foi usada por muitos deles para mostrar sua solidariedade com os parisienses.

O próprio Facebook ativou seu botão de emergência, que permite aos usuários enviar a mensagem "Eu estou seguro" a todos os seus contatos com apenas um click.

"Parece que você está na área afetada pelos ataques terroristas em Paris. Diga a seus amigos que você está seguro", oferece este serviço.

Este aplicativo foi lançado em outubro de 2014, inicialmente para notificar parentes durante catástrofes naturais.

Ele aparece apenas nas páginas daqueles cujo perfil no Facebook o serviço de geolocalização indica que está na área potencialmente afetada.

leb/vl/erl/jz/mr

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